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Líder checheno defende organizador confesso do assassinato de opositor

Internacional|Do R7

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Moscou, 9 mar (EFE).- O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, defendeu o compatriota Zaur Dadaev, antigo membro das forças especiais chechenas que confessou ter organizado o assassinato do opositor russo Boris Nemtsov. "Conheço Zaur como um autêntico patriota da Rússia. Se o tribunal confirma sua culpa, então é porque cometeu um grave crime ao assassinar um homem. Mas insisto que ele não poderia dar nem um passo contra a Rússia, pela qual arriscou a própria vida durante muitos anos", escreveu Kadyrov na noite de domingo em seu Instagram. Fontes policiais próximas à investigação do crime já revelaram às agências russas que Dadaev confessou ser o organizador e autor material do assassinato. Além disso, foi apontado como o provável autor material dos tiros. "As primeiras perícias indicam que Dadaev é o autor material dos tiros contra Nemtsov, mas isso é algo que só poderá ser 100% confirmado quando for encontrada a arma do crime. Com suas poucas declarações, se deduz que ele foi o organizador do crime", disse uma fonte à "Interfax". Anteriormente, outra agência russa havia revelado a confissão de Dadaev e informado que o suposto assassino agiu motivado pelas críticas de Nemtsov ao islã e seu apoio às polêmicas charges do profeta Maomé publicadas pela revista satírica francesa "Charlie Hebdo". Kadyrov, que disse conhecer Dadaev pessoalmente, ordenou às autoridades regionais da Chechênia para que "esclareçam os autênticos motivos de sua saída" do batalhão Sever (Norte) do Ministério do Interior da Chechênia, assim como "seu comportamento e estado psicológico antes de abandonar o serviço". "Tenho o firme convencimento que manteve uma sincera lealdade à Rússia, que estava disposto a dar sua vida pela Rússia. Temos certeza que haverá uma grande investigação que mostrará se Dadaev é realmente culpado", ressaltou. Ao mesmo tempo, o líder checheno reconheceu que "todos que conhecem Zaur garantem que ele é uma pessoa muito fiel e que, da mesma forma que todos os muçulmanos, ficou consternado pelos atentados (da revista francesa) 'Charlie Hebdo' e pelos comentários em apoio a suas charges". O próprio Kadyrov criticou diversas vezes a publicação francesa pelas charges do profeta Maomé, inclusive depois que 12 cartunistas da revista foram assassinados no atentado que chocou Paris. Pouco depois do ataque, Nemtsov justificou as charges da Charlie Hebdo contra Maomé e escreveu em seu blog que Kadyrov "deve ser preso já" por suas "contínuas ameaças" contra o povo que exerce sua liberdade. Nemtsov também escreveu em seu blog da rádio "Echo" que "o islã vive na Idade Média" e classificou o ataque contra o semanário humorístico francês e o terrorismo jihadista em geral como "a inquisição islâmica". EFE aep/vnm

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