Líder da oposição acredita que Reino Unido aprendeu as lições do Iraque
Internacional|Do R7
Londres, 30 ago (EFE).- O líder da oposição no Reino Unido, Ed Miliband, afirmou nesta sexta-feira que a rejeição do Parlamento ao plano do governo para uma intervenção militar na Síria mostra que o Reino Unido "aprendeu as lições do Iraque". "Acho que esta votação envia ao mundo a mensagem que o Reino Unido aprendeu as lições do passado, aprendeu as lições do Iraque", afirmou Miliband à rede "BBC". O líder trabalhista disse que o primeiro-ministro, David Cameron, deve "encontrar outras formas" de pressionar o regime de Bashar al Assad e pediu ao Executivo que não "lave as mãos" em relação ao conflito sírio. "Há outros caminhos além do militar para ajudar as pessoas na Síria", afirmou Miliband, enquanto o ministro da Economia, George Osborne, sustentou que a derrota parlamentar obrigará Londres a fazer uma "análise de consciência" sobre o seu papel no cenário internacional. Para Miliband, "nos próximos dias o primeiro-ministro e o governo devem se concentrar em trabalhar com os aliados para encontrar formas de pressionar o presidente Assad", que supostamente ordenou a utilização de armamento químico contra a população no dia 21 de agosto. Osborne, por outro lado, assinalou que entende o "profundo ceticismo que se estendeu entre muitos colegas no Parlamento e muitos cidadãos sobre o envolvimento do Reino Unido na Síria". "Espero que isso não signifique um ponto de inflexão no qual vamos dar as costas para os problemas do mundo", afirmou o ministro da Economia. "Acho que haverá uma análise da consciência nacional sobre o nosso papel no mundo e se o Reino Unido quer ter uma atuação de destaque na defesa do sistema internacional", afirmou Osborne à emissora "BBC Radio 4". O Parlamento britânico rejeitou ontem pela pequena margem de 13 votos uma moção do governo que propunha um ataque militar contra a Síria, "legal e proporcional". Após a votação, o ministro da Defesa, Philip Hammond, confirmou que o governo vai respeitar a decisão o Parlamento e não vai ser parte de uma eventual intervenção internacional na Síria. Apesar da derrota parlamentar, Osborne defendeu a decisão de se convocar com urgência o Parlamento para debater o papel do Reino Unido no conflito. "David Cameron é, eu acho, o primeiro chefe do governo que foi à Câmara dos Comuns para pedir consentimento para um tipo de ação militar limitada como esta. Muitos primeiros-ministros anteriores não o fizeram", afirmou Osborne. "Constitucionalmente não tinha que fazê-lo, mas o fez. Isso reflete, em parte, o mundo no qual vivemos depois do Iraque, essa é a realidade política, mas também reflete a profunda convicção de David Cameron sobre a importância do Parlamento", afirmou o ministro da Economia. EFE gx/rpr








