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Líder do Irã diz que Estados Unidos tentam sabotar acordo nuclear

"Desconfiança" em relação a Washington permanece no país asiático

Internacional|Da Agência Brasil

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Mogherini reconheceu que o Irã deve ter os mercados financeiros mundiais abertos enquanto cumprir o acordo nuclear que foi assinado
Mogherini reconheceu que o Irã deve ter os mercados financeiros mundiais abertos enquanto cumprir o acordo nuclear que foi assinado

O líder supremo iraniano, Alí Jameneí, disse que os Estados Unidos estão tentando "sabotar" o acordo nuclear firmado entre o Irã e diversos países e que Washington só se comprometeu "no papel".

Durante um encontro com trabalhadores iranianos, Jameneí, líder máximo político e religioso do Irã, afirmou que, apesar dos acordos nucleares, a "hostilidade" contra o Irã por parte de Israel e dos Estados Unidos continua "a colocar obstáculos" ao desenvolvimento do país e que, por isso, "a desconfiança" em relação a Washington permanece, segundo as notícias publicadas por jornais.


Jameneí referiu-se aos obstáculos que ainda impedem os bancos iranianos de operar fora do país e, particularmente, à recusa das entidades financeiras europeias trabalharem com o Irã, por medo de alegadas sanções dos Estados Unidos.

O líder iraniano acusou os Estados Unidos de impedirem o comércio internacional com o Irã, apesar dos acordos assinados. "No papel, os americanos dizem que se pode trabalhar com o Irã", mas "na prática agem de forma ‘iranofóbica’", para impedir qualquer comércio com o país, afirmou.


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Na semana passada, após uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano em Nova Iorque, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou que nenhum banco não norte-americano será autorizado a trabalhar com o país.

No início de abril, a vice-presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, visitou Teerã e afirmou que a União Europeia vai agir para que os bancos europeus trabalhem com o Irã, sem medo de represálias norte-americanas.


Mogherini reconheceu que o Irã deve ter os mercados financeiros mundiais abertos enquanto cumprir o acordo nuclear que foi assinado e que levou ao levantamento de sansões internacionais e da ONU (Organização das Nações Unidas).

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