Líderes europeus manifestam apoio à Alemanha após acusação contra a Rússia
Autoridades da Otan e Comissão Europeia discutem possíveis sanções a Moscou
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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Diversos líderes europeus declararam apoio e solidariedade à Alemanha depois que o governo alemão acusou a Rússia de uma tentativa de ataque no aeroporto de Leipzig/Halle no mês passado, com o uso de um drone carregado com explosivos.
O drone foi encontrado próximo a um avião ucraniano em 4 de agosto e, na época, autoridades alemãs afirmaram que o incidente representava um novo nível de perigo.
O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, escreveu na rede X que a aliança militar “está em total solidariedade com a Alemanha após o ataque híbrido russo” e que conversou sobre o assunto com o chanceler alemão, Friedrich Merz.
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“As tentativas da Rússia de nos intimidar, de minar nossa unidade e nossa disposição de apoiar a Ucrânia são inúteis e fracassarão. Nosso apoio à Ucrânia é inabalável, assim como nosso compromisso inabalável com a defesa coletiva da Otan”, acrescentou.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que discutirá o ataque em Leipzig com Rutte na quarta-feira e que os ministros das Relações Exteriores abordarão o assunto, incluindo potenciais sanções adicionais a Moscou, em sua próxima reunião.
Também prestando apoio, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nas redes sociais que os ataques híbridos se multiplicam na Europa e que eles não podem permanecer sem resposta.
“A França está plenamente solidária à Alemanha e apoia a adoção de novas sanções europeias contra a Rússia. Diante dessa escalada, devemos ser unidos, determinados e reforçar nosso apoio à Ucrânia”, frisou Macron.
Segundo o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, as autoridades encontraram elementos como a configuração do drone, componentes, explosivos e detonador que são conhecidos de outras operações híbridas russas.
Ele destacou que o dispositivo indicava “um alto grau de expertise técnica” e planejamento meticuloso, mas que a execução do plano parece ter sido deixada para agentes de “baixo nível”.
Já o ministro das Relações Exteriores do país, Johann Wadephul, declarou que a liderança russa decidiu “deliberadamente” causar danos significativos novamente ao já “sobrecarregado relacionamento bilateral”.
Como resposta, o consulado russo em Bonn será fechado a partir de 18 de setembro e o contrato do centro cultural Casa Russa em Berlim será rescindido.
Moscou, em paralelo, chamou a acusação da Alemanha de “decisão anti-russa”.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Maria Zakharova, enfatizou à Interfax que “eles inventaram um pretexto, enquanto a própria Berlim está manchada por seu envolvimento no conflito da Ucrânia e em ataques terroristas contra civis”, sem detalhar quais medidas serão tomadas pelo Kremlin em retaliação.
A embaixada da Rússia na Alemanha também rejeitou veementemente as acusações de Berlim, classificando-as em seu canal do Telegram como “infundadas, absurdas e ilógicas”.
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