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Líderes mundiais prestam solidariedade aos EUA após atentado em maratona

Explosões foram caracterizadas como "crime selvagem" e "ato de loucura"

Internacional|Do R7

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As duas explosões em Boston deixaram três mortos e mais de cem feridos
As duas explosões em Boston deixaram três mortos e mais de cem feridos

Os principais líderes mundiais demonstraram comoção e solidariedade nesta terça-feira (16) com o povo e as autoridades americanas após as duas explosões registradas ontem na Maratona de Boston, que deixaram três mortos — incluindo uma criança de oito anos — e mais de 140 feridos.

Em um telegrama enviado à Casa Branca, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou o atentado como um "crime selvagem" e ofereceu a cooperação do Exército russo para investigar a ação, já que, segundo ele, "a luta contra o terrorismo exige esforços de toda a comunidade internacional".


De acordo com o ministro de Esportes da Rússia, Vitali Mutko, esse atentado se mostra como um "sério aviso" às autoridades russas, já que o país sediará importantes competições esportivas, como a Universíade, evento internacional para atletas universitários, o Campeonato Mundial de Atletismo, em Moscou, e os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi.

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Polícia inicia caçada aos responsáveis por explosões na Maratona de Boston

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, fez questão de exaltar sua indignação em relação ao ato: "Nada justifica esse ataque covarde contra pessoas que tinham se reunido para assistir a um pacífico acontecimento esportivo".


Da mesma forma que o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, Merkel também ressaltou a necessidade dos culpados serem apresentados o mais rápido possível à Justiça.

Tanto o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, como a chefe da Diplomacia europeia, Catherine Ashton, demonstraram o apoio da União Europeia ao povo e ao governo americano.


Ambos os líderes comunitários deram seus pêsames às famílias das vítimas e desejaram uma boa recuperação aos feridos, enquanto o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, assinalou que "o terrorismo não se justifica nunca".

Já o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, se mostrou "profundamente consternado" pelo atentado.

O primeiro-ministro da Irlanda, Enda Kenny, enviou suas condolências ao povo de Boston e qualificou o atentado como um "ato de loucura".

O vice-primeiro-ministro e titular das Relações Exteriores da Irlanda, Eamon Gilmore, qualificou o ato como "trágico", enquanto o presidente Michael D. Higgins, por sua vez, afirmou estar "profundamente triste".

Em entrevista coletiva, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, afirmou que a "China condena energicamente e se opõe firmemente a qualquer ataque violento contra civis. "Expressamos nossas profundas condolências às vítimas e nossa simpatia aos feridos", completou.

O governo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) qualificou as explosões como "atos terroristas e criminosos" e, em comunicado, o ministro das Relações Exteriores, Abdullah bin Zayed al Nahyan, declarou que essas ações "têm objetivo de desestabilizar a segurança dos EUA".

Neste momento, as autoridades policiais dos EUA investigam as explosões registradas durante a Maratona de Boston em busca de seus possíveis autores. Mesmo não havendo uma confirmação, o FBI (polícia federal americana) já trabalha com a hipótese de um "possível ato terrorista".

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