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Likud, de Netanyahu, acusa partidos árabes de terem ‘roubado’ a eleição em Israel

Resultados parciais indicam que partidos árabes pode desempenhar um papel decisivo na formação de um novo governo

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O partido Likud, liderado por Netanyahu, acusou partidos árabes de "roubarem" a eleição em Israel.
  • Netanyahu usou a campanha para alertar contra partidos árabes, alegando suborno e fraude eleitoral.
  • Com 85% dos votos apurados, o bloco de direita de Netanyahu está à frente, mas sem maioria suficiente.
  • Partidos árabes, como a Lista Conjunta e o Raam, podem ser decisivos na formação do novo governo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Netanyahu citou relatos de indivíduos que teriam sido detidos portando envelopes com dinheiro
Netanyahu citou relatos de indivíduos que teriam sido detidos portando envelopes com dinheiro Ammar Awad/Reuters - 28.10.2026

O partido Likud, do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quarta-feira (28) os partidos árabes de terem roubado a eleição no país, após resultados parciais indicarem que eles poderiam desempenhar um papel decisivo na formação de um novo governo.

O premiê, que, ao longo da campanha eleitoral, utilizou os partidos árabes israelenses para alimentar receios sobre um Estado palestino, já havia feito uma acusação semelhante na terça-feira (27), durante a votação, instando seus apoiadores a comparecerem em peso às urnas.

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Seu partido, o Likud, declarou em um comunicado nesta quarta-feira que a eleição foi “roubada por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a aniquilação do Estado judeu”, acusando-os de “suborno, ameaças, violência, fraude e o uso de softwares proibidos” para incentivar o comparecimento dos eleitores.

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O partido acrescentou que está apresentando depoimentos e provas às autoridades, alegando a existência de “milhares de envelopes cheios de dinheiro e cédulas do Raam, ameaças e violência contra funcionários das seções eleitorais”, além de outras irregularidades.

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Com mais de 85% dos votos apurados, o bloco de direita de Netanyahu está ligeiramente à frente, com uma projeção de 53 cadeiras no Knesset (parlamento de 120 membros), enquanto o bloco de seu principal rival, Gadi Eisenkot, aparece com 48.

Como é improvável que qualquer um dos blocos atinja o patamar de 61 cadeiras necessário para a maioria, os dois grupos árabes israelenses — a Lista Conjunta e o Raam — encontram-se em uma posição potencialmente decisiva, somando uma projeção de 19 cadeiras.

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Na terça-feira, Netanyahu acusou os partidos árabes, em particular o Raam, de “tentarem roubar a eleição”, citando relatos de indivíduos que teriam sido detidos portando envelopes com dinheiro.

O diretor-geral interino da Comissão Central de Eleições, Dean Livne, classificou o incidente como “incomum”, afirmando que “a polícia, antes mesmo da chegada das pessoas aos locais de votação, deteve indivíduos que tentavam subornar eleitores”.

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Ele acrescentou que os suspeitos, ainda não identificados, foram flagrados perto de suas residências, e que o caso foi isolado e está sob investigação. A polícia confirmou que três pessoas foram presas durante a noite sob a suspeita de tentar comprar votos para o Raam, informando que foram apreendidos envelopes e cerca de US$ 7,9 mil em dinheiro.

O líder do Raam, Mansour Abbas, acusou Netanyahu de “mentir e incitar contra” seu partido, utilizando-o “para mobilizar eleitores de direita”.

Em uma mensagem divulgada na terça, o primeiro-ministro disse aos seus apoiadores: “Nada de churrascos, não vão à praia — vão aos locais de votação e votem no Likud”. O partido do principal adversário de Netanyahu, Gadi Eisenkot, acusou o primeiro-ministro, na ocasião, de “preparar o terreno para contestar os resultados”.

Opositor árabe diz que está disposto a apoiar governo que expulse Netanyahu do poder

Um dos principais opositores árabes israelenses declarou à AFP nesta quarta que está disposto a apoiar um governo que derrube Netanyahu, mas sem participar dele. “Não vemos como poderíamos participar de uma coalizão nas circunstâncias atuais”, disse Yussef Jabareen, dirigente da Lista Conjunta.

Entre outros motivos, o político citou a guerra na Faixa de Gaza e a situação na Cisjordânia ocupada, onde aumentaram os assentamentos israelenses, considerados ilegais segundo o direito internacional, e os ataques violentos por parte dos colonos.

“Mas, para derrubar” a coalizão em exercício, liderada por Netanyahu, “poderíamos apoiar um governo alternativo, sem integrar esse governo”, afirmou Jabareen.

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