Lugo acredita que bom tempo ajudará a aumentar participação nas eleições
Internacional|Do R7
Assunção, 21 abr (EFE).- O ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, que foi destituído em uma controvertido julgamento político em 22 de junho de 2012, se mostrou confiante em que o bom tempo ajudará para que haja uma alta participação cidadã nas eleições gerais paraguaias que estão sendo realizadas neste domingo. "Acho que o tempo está bom em todo país ajudará a ter uma grande participação da população nas eleições", disse Lugo à imprensa antes de votar em seu colégico eleitoral na cidade de Lambaré, vizinha a Assunção. O ex-mandatário criticou a decisão do presidente do Tribunal de Justiça Eleitoral (TSJE) do Paraguai, Alberto Ramírez Zambonini, que decidiu acompanhar a votação de Horacio Cartes (Partido Colorado) e Efraín Alegre (Partido Liberal Radical Autêntico), os dois principais candidatos que concorrem no pleito. "Não é elegante, as eleições têm que ser em igualdade de condições, e pode ser mal visto pelos cidadãos. Porque se quiser acompanhar alguém, teria que estar com os 11 candidatos", declarou. Lugo, que concorre neste pleito como candidato a senador com o esquerdista Frente Guasú, expressou seu desejo de que a jornada eleitoral transcorra "sem incidentes e com transparência" e expressou sua confiança no sistema eleitoral do país. "Não há um sistema eleitoral perfeito, mas peço que seja uma jornada tranquila, com grande participação. Em eleições há a parte tecnológica e a humana e esperamos que as duas funcionem bem e seja uma festa da democracia", acrescentou. Fernando Lugo, que foi dos primeiros a votar em seu colégio eleitoral, assegurou que prefere madrugar e votar logo de manhã "para seguir a jornada eleitoral mais tranquilo". Cerca de 3,5 milhões de paraguaios foram chamados às urnas para escolher o sucessor do liberal Federico Franco, que completa o mandato de Lugo, destituído do cargo em um julgamento parlamentar. As eleições servirão para escolher o presidente e vice-presidente da República, 80 deputados, 45 senadores, 17 governadores e suas respectivas juntas e 18 legisladores titulares do Parlasur, o Parlamento do Mercosul. EFE bpr/ff (foto)










