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Madri retoma bloqueios após aumento nos casos de covid-19

Cidade é a primeira grande capital europeia a retomar restrições.  Mortes diárias na Espanha atingiram níveis mais altos desde o início de maio

Internacional|Do R7, com informações de EFE e Reuters

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Novas restrições começaram a valer em Madri e mais nove cidades
Novas restrições começaram a valer em Madri e mais nove cidades

Madri e outras nove cidades da região metropolitana já vivem sob novas regras de lockdown parcial. Restrições de mobilidade e de atividade socioeconômica foram decretadas pelo Ministério da Saúde para conter a disseminação do novo coronavírusem resposta ao aumento do número de casos na Espanha. 

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As medidas, que valem inicialmente por 14 dias, entraram em vigor às 22h de sexta-feira (2), no horário local.


O país registrou um total de 789.932 casos de covid-19 na sexta, um aumento de 11.325 desde quinta (1º). Houve 32.086 mortes.

As mortes diárias estão agora em seus níveis mais altos desde o início de maio, mas muito abaixo do recorde do final de março de quase 900.


As novas restrições não são tão rígidas quanto o bloqueio anterior de março, quando as pessoas foram impedidas de deixar suas casas. No entanto, as autoridades aconselharam os residentes a não se deslocarem, a menos que seja absolutamente necessário.

As novas regras impedem entrada e saída de pessoas de cidades com mais de 100 mil habitantes com pelo menos 500 casos de coronavírus a cada 100 mil pessoas. Também vale para cidades com mais de 10% de resultados positivo em testes de PCR e com mais de 35% de ocupação de leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19. Essas condições, por enquanto, atingem apenas a capital espanhola e outras nove cidades, somando cerca de 4,8 milhões de habitantes afetados.


Tristeza

Moradores de Madri descreveram um sentimento de tristeza, enquanto garçons lutavam para atrair clientes e hotéis relatavam cancelamentos de reservas neste sábado. A cidade é a primeira grande capital europeia a retomar o bloqueio.

Restaurantes, bares, academias e lojas em Madri devem fechar mais cedo e reduzir a capacidade pela metade. “Há menos gente do que o normal. As lojas estão menos cheias, os bares também estão vazios e há uma sensação de tristeza na atmosfera”, disse Valerio Rojo, diretor da organização cultural Círculo de Bellas Artes.


A polícia montou barreiras e parou carros nas principais estradas da cidade. Viagens estão proibidas. "Tínhamos reservas e muitas pessoas telefonaram para cancelá-las", disse Macarena Molina, que trabalha em um albergue no centro de Madri. “Por exemplo, hoje tínhamos uma reserva pelo Booking e eles só cancelaram uma hora antes dizendo que não vinham devido às restrições”, disse.

As medidas mais recentes são uma ordem do governo central, liderado pelos socialistas, e foram impostas com relutância pelo governo da região autônoma de Madri, presidida pela conservadora Isabel Díaz Ayuso.

Ayuso entrou com uma ação judicial, alegando que as medidas não combatem adequadamente a pandemia e custam 750 milhões de euros (cerca de R$ 5 bilhões) por semana para a economia local.

Os bares e restaurantes de Madri devem fechar às 23h. Antes, era permitido que ficassem abertos até 1h. Reuniões de mais de seis pessoas permanecem proibidas em ambientes fechados e também ao ar livre.

Bem na saída da Plaza Mayor, geralmente lotada de turistas no almoço de sábado, o garçom Luís estava parado, cardápio em mãos, tentando atrair clientes. “Não sei por quanto tempo mais vamos manter nossos empregos. Espero que Deus queira que isso seja resolvido rapidamente”, lamenta.

Com 850 casos por 100.000 pessoas, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a região de Madri tem o pior índice da Europa.

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