Maduro apresenta candidatura presidencial como "filho" de Chávez
Político foi ovacionado por milhares simpatizantes após ter feito sua inscrição eleitoral
Internacional|Do R7

O presidente encarregado da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou nesta segunda-feira (11) no CNE (Conselho Nacional Eleitoral) sua candidatura ao pleito de 14 de abril como "filho" do falecido chefe de Estado Hugo Chávez.
Maduro foi recebido na entrada e nas imediações do CNE, na praça Diego Ibarra, por milhares de apoiadores do chavismo, a maioria vestida com a tradicional cor que os identifica, o vermelho. "Aqui venho cumprir sua ordem com o amor maior que ele cultivou em nosso coração. Não sou Chávez, mas sou seu filho", afirmou Maduro diante das autoridades eleitorais.
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O presidente encarregado apresentou o mesmo programa que Chávez anunciou há nove meses, após se candidatar mais uma vez à presidência da Venezuela. Maduro lembrou que em 8 de dezembro do ano passado, dois dias antes de Chávez viajar para Cuba para se operar novamente do câncer que o levou à morte, o líder afirmou que se algo ocorresse com ele, seus seguidores deveriam continuar com sua bandeira, causa e programa e seguir "a batalha rumo à consolidação da pátria".
"A nove meses exatamente do nosso comandante entregar este programa da pátria, eu o tomo em minhas mãos e o entrego com o amor, com as lágrimas, com a dor, mas também com a esperança maior de um povo que despertou e nunca mais dormirá nem será dominado", afirmou Maduro ao se dirigir a presidente do CNE, Tibisay Lucena.
O presidente interino entregou "em nome do comandante Hugo Chávez" e do povo o "programa da pátria" e se comprometeu a cumpri-lo de 2013 até 2019. Usando uma jaqueta com a bandeira venezuelana como estampa, Maduro chegou à sede do órgão eleitoral, no centro de Caracas, em um ônibus e sob gritos de "Com Chávez e Maduro o povo está seguro". Um grande aparato de segurança foi montado nos arredores do CNE.
O político estava acompanhado do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, da ex-congressista colombiana Piedad Córdoba e de vários funcionários do Executivo e do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), legenda de Hugo Chávez. Maduro jurou como presidente encarregado na sexta-feira, mesmo dia do funeral de Chávez.
O CNE anunciou no sábado que em 14 de abril os venezuelanos irão as urnas para escolher o presidente que ficará no cargo até 2019, quando terminará o mandato iniciado em janeiro.
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