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Maduro defende seu triunfo e pede à oposição que saiba administrar resultado

Internacional|Do R7

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Caracas, 15 abr (EFE).- O presidente encarregado e ganhador do pleito deste domingo na Venezuela, Nicolás Maduro, defendeu como "legal" e "constitucional" sua eleição como sucessor do falecido governante Hugo Chávez, e pediu à oposição que administre com "humildade" seu resultado. Maduro, candidato do chavismo obteve 7.505.338 votos, 50,66% do total, e superou por 234.935 votos o candidato da oposição, Henrique Capriles, que obteve 7.270.403 (49,07%), segundo informou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com 99,12% dos votos apurados. "Podemos dizer que temos uma vitória eleitoral justa, legal, constitucional, popular", afirmou Maduro em discurso perante seus seguidores no palácio de Miraflores (sede de Governo) e aproveitou para denunciar uma guerra psicológica. Relatou, igualmente, que falou durante por cerca de 15 minutos por telefone com Capriles sobre os resultados do pleito e disse que o líder opositor lhe propôs um "pacto" prévio ao anúncio dos resultados oficiais, mas o rejeitou. Explicou que Capriles estava "condicionando que o poder eleitoral cumpra seu papel e informe os resultados oficiais a uma auditoria que poderia durar semanas", e que lhe respondeu que nesse sentido tinham uma "diferença profunda". "Vamos submeter este país, mantê-lo em expectativa por semanas. É jogar com a estabilidade política, a paz, mas, além disso, é zombar de uma maioria clara de sete milhões de venezuelanos", ressaltou Maduro. O candidato governista aceitou, por outro lado, que se audite a votação deste domingo, embora tenha esclarecido que confia no "sistema eleitoral da Venezuela". "Bem-vinda a auditoria, já estava estipulada a auditoria", sentenciou, ao lembrar que este é "o único lugar do mundo" em que faz-se auditoria de 54%" das urnas. "Os mais interessados na auditoria somos nós, eu solicito oficialmente ao Conselho Nacional Eleitoral a realização de uma auditoria", ratificou Maduro. O presidente eleito fez, além disso, um apelo à oposição para que saiba administrar o resultado deste processo "com humildade". Maduro disse que tomará posse do cargo no próximo dia 19 de abril, quando se lembra o início do processo de independência do país. EFE lb/ma

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