Maduro diz que há funcionários públicos detidos por mortes em protesto
Internacional|Do R7
Caracas, 21 fev (EFE).- O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou nesta sexta-feira que há funcionários públicos que estão detidos e sendo investigados pela morte de três jovens no último dia 12 de fevereiro ao término de uma manifestação pacífica de estudantes e opositores por Caracas. "Estão detidos parte dos envolvidos que usaram armas, os que são funcionários públicos os entreguei imediatamente, logo que vi as fotos mandei detê-los", disse Maduro em entrevista coletiva. "Se algum deles aparece envolvido com alguma pessoa ferida de bala ou com algum dos falecidos que pague com prisão. Não protejo ninguém que atire em alguém neste país em manifestações", acrescentou. No último dia 12 de fevereiro milhares de pessoas se concentraram em uma marcha de estudantes e de opositores que se manifestaram de forma pacífica contra o governo, mas posteriormente grupos de jovens se dirigiram ao Ministério Público e entraram por ruas laterais. Os últimos foram alvos de tiroteios, que provocaram a morte de dois deles. Um terceiro que tinha auxiliado um dos mortos nessa área morreu por disparos em Chacao, no outro extremo da cidade. Maduro destacou que também há "gente de personalidade civil que estava ali e que originou toda uma campanha contra os coletivos venezuelanos". "Já estão buscando alguns que está provado que dispararam. Têm que ser presos, primeiro porque não tinham que estar aí nem de brincadeira, muito menos armados e menos ainda disparando", comentou. Maduro advertiu também para "possíveis infiltrados" lembrando que nesse dia havia funcionários do Serviço de Inteligência (Sebin) que descumpriram a ordem direta que os membros desse corpo tinham para voltar para seus quartéis. O presidente venezuelano explicou ainda que com a mesma arma foram assassinados Basil Alejandro De la Costa, um jovem estudante opositor, e Juan Carlos Montoya, membro de um coletivo chavista. "Estranho, não? Um daqui e um de lá", disse. Após esses incidentes, os protestos estudantis e opositores se multiplicaram em todo o país, onde ocorreram enfrentamentos e atos violentos que deixaram oito mortos e mais de 130 feridos. EFE jlp/rsd (foto)










