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Maduro modifica Governo venezuelano e cria uma Vice-Presidência econômica

Internacional|Do R7

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Caracas, 21 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, modificou neste domingo o Governo nomeado pelo falecido líder Hugo Chávez, e anunciou para a gestão de seis anos que assumiu na sexta-feira passada a criação de uma Vice-Presidência de economia que será encabeçada por Nelson Merentes. "Decidi criar a Vice-Presidência de economia", anunciou Maduro em seu segundo dia de gestão ao divulgar sua "primeira equipe de Governo", depois que foi eleito no domingo passado. "Precisamos de um Governo econômico, continuamos insistindo nesse conceito: governar a economia, dirigir a economia", acrescentou Maduro, ao assinalar que se trata de uma economia "complexa, de transição ao socialismo". O governante citou entre as tarefas pendentes "o controle da inflação" de dois dígitos registrada atualmente pelo país, garantir produtos feitos na Venezuela e o abastecimento do mercado, entre outros. Merentes estava à frente do Banco Central da Venezuela (BCV) e irá para o Gabinete, ao qual também chegam Andrés Izarra, como titular de Turismo, e Jesse Chacón, em Energia Elétrica, que tinham liderado outras pastas durante os Governos de Chávez. Entre as novas caras do Gabinete estão Ivan Gil, que ocupará o ministério da Agricultura antes nas mãos de Juan Carlos Loyo; Reinaldo Iturriza, em Comunas; a esgrimista Alejandra Benítez, em Esporte; e Isabel Iturria, em Saúde. Também se incorpora como ministro do Interior, que agora passará a chamar-se de Interior, Justiça e Paz, Miguel Rodríguez Torres, que substitui Néstor Reverol, que retorna à frente do Escritório Nacional Antidrogas. Jesse Chacón, que tinha sido ministro de Comunicação e Informação e do Escritório da Presidência, substituirá Héctor Navarro no Ministério de Energia Elétrica, serviço que Maduro assegurou será declarado de "segurança de Estado". O Governo advertiu que por trás dos blecautes que afetaram nos últimos meses algumas regiões do país podem haver tentativas de sabotagem. Ficaram sem mudança os ministérios de Planejamento, no qual continua à frente Jorge Giordani, embora já não mais de Finanças, assim como Petróleo e Mineração, dirigido por Rafael Ramírez; de Trabalho, María Cristina Iglesias; e Serviços Penitenciários, Iris Varela. Maduro ratificou, igualmente, o vice-presidente e genro de Chávez, Jorge Arreaza, e a almirante Carmen Maniglia no Ministério da Presidência e Acompanhamento da gestão. Maduro destacou que estas decisões começam a valer "já nesta segunda-feira, dia 22 de abril". O presidente eleito pediu para isolar os intolerantes, os que semeiam ódios e a quem semeia uma ideologia "fascista". Ele pediu a bênção de Cristo Rendentor e São Francisco de Assis para seu Governo, convocando a todos os venezuelanos "a trabalhar" e anunciou a "revolução em revolução". "Vai ser um período milagroso, de prosperidade econômica, de prosperidade social, de paz, de estabilidade, de construção da paz", previu Maduro, cuja vitória não foi reconhecida pelo líder opositor Henrique Capriles, nem por deputados dessa tendência política à espera da auditoria da votação. EFE lb/ma

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