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Mãe de Trayvon Martin lança música contra as armas nos EUA

Internacional|Do R7

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Miami (EUA.), 21 ago (EFE).- Sybrina Fulton, a mãe do adolescente negro Trayvon Martin, morto após receber um tiro de um vigia na Flórida, lançou uma canção contra a violência gerada pelas armas de fogo, junto com o cantor gospel de hip-hop T-Dogg, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira. A música, intitulada "Joy Comes in the Morning" ("A Alegria Vem Pela Manhã", tradução livre), surgiu depois que Sybrina entrou em contato com o músico após escutar uma de suas canções, informou a imprensa de Miami. A mulher, que lidera junto com seu marido, Tracy Fulton, uma campanha para que não se repita uma morte como a de seu filho, estudante de bacharelado em um colégio de Miami Gardens, cidade próxima a Miami, pediu a T-Dogg que escrevesse uma música sobre essa experiência dramática. "Esperamos que a canção inspire as pessoas", disse T-Dogg, que explicou que quando Sybrina Fulton lhe pediu que escrevesse a canção, era possível ouvir "sua dor", informou a emissora local "WPLG 10". "Queria fazer algo para inspirar outras pessoas, outras famílias da violência armada sem sentido", disse Sybrina. A mulher acrescentou: "falei (com T-Dogg) sobre esse tema, e eu lhe disse o quanto estava sofrendo e como outras pessoas estariam sofrendo também". A música, cujo título é o mesmo de um salmo cristão, foi lançada ontem na emissora "HOT 105", da cidade de Hollywood, ao norte de Miami. A mãe do jovem morto participou da gravação da canção com a leitura de algumas frases. "Meu nome é Sybrina Fulton e sou a mãe de Trayvon Martin", diz a mulher na canção, que também acrescenta: "Quero que saibam que servimos a um Deus sem fronteiras e sem limites". Na capa do single está um desenho do jovem negro sobre uma imagem de uma manifestação de justiça por seu caso, assim como fotografias de sua mãe e do cantor. Martin, de 17 anos, morreu em fevereiro de 2012 após ser atingido à queima-roupa por um disparo feito por George Zimmerman em Sanford, no centro da Flórida. Zimmerman, que tem origem hispânica, foi absolvido no dia 13 de julho porque o júri popular do tribunal aceitou a tese que o vigia tinha agido em legítima defesa quando atirou no rapaz. A decisão gerou enorme polêmica no país, especialmente pelas leis de legítima defesa e de porte de armas vigentes na Flórida e em outros estados. O Departamento Federal de Justiça examina o caso Zimmerman para avaliar se é factível apresentar um processo de direitos civis, o que obrigaria o julgamento do caso por um possível viés racial ou de discriminação. EFE abm/rpr

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