Manifestantes derrubam porta da sede do governo de São Paulo
Internacional|Do R7
São Paulo, 17 jun (EFE).- Um grupo de manifestantes derrubou nesta segunda-feira uma das portas do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, no final de um dia de protestos em todo o país pelo aumento dos preços dos transportes públicos, além de outras reivindicações. A Polícia Militar reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e impediu a entrada dos manifestantes, segundo informações preliminares. Os manifestantes fizeram uma fogueira em frente a uma das portas e picharam algumas paredes. Foram atos isolados de violência após a manifestação que percorreu várias áreas de São Paulo com a participação de cerca de 65 mil pessoas. As autoridades ordenaram à polícia que não reprimisse os manifestantes para evitar batalhas campais com vários feridos e detidos como ocorreu na quinta-feira passada em São Paulo. No Rio, a manifestação transcorreu de forma pacífica até por volta das 20h, mas acabou protagonizada por depredações e confrontos entre um grupo de participantes e a polícia. Os distúrbios começaram em frente à Assembleia Legislativa, na Rua Primeiro de Março. Policiais militares tentaram dispersar manifestantes que teriam tentado invadi-la e estes reagiram com fogos de artifício e jogando pedras. Acuados no local e em menor número, os policiais então usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Houve tumulto e correria na região da Assembleia, e alguns manifestantes quebraram vidraças de lojas e agências bancárias, enquanto outros picharam as pilastras do Palácio Tiradentes, sede do Legislativo estadual. Na lateral do prédio, um carro foi incendiado. O Largo do Paço Imperial, que fica próximo, também foi palco de enfrentamentos. Segundo a imprensa, três pessoas ficaram feridas por tiros de arma de fogo nesse incidente. O ataque foi um ato isolado e passou despercebido da maioria dos 100 mil manifestantes que marcharam nas ruas do centro do Rio de Janeiro. Em Porto Alegre, a polícia teve que dispersar com bombas de gás lacrimogêneo os manifestantes que atearam fogo em latas de lixo e atiraram pedras contra os agentes de segurança. Em Brasília, os manifestantes atravessaram os cordões de isolamento montados pela polícia para que os protestos não se aproximassem do Congresso e ocuparam o telhado do histórico edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Os participantes dos protestos aproveitaram a ordem do governo de Brasília para que os policiais não reprimissem os manifestantes e se espalharam por todo o telhado do Congresso, para onde levaram grandes cartazes com suas reivindicações As manifestações foram convocadas através das redes sociais em 20 de cidades por um movimento sem líderes aparentes, que diz não representar nenhum partido ou organização política, mas era possível ver bandeiras de alguns partidos de esquerda nos protestos. O movimento começou na semana passada em São Paulo e, inicialmente, era exclusivamente contra o reajuste das passagens de ônibus e metrô, mas se estendeu por todo o país e outras reivindicações foram agregadas aos protestos. Os manifestantes exigem principalmente melhores serviços públicos e maiores investimentos em educação, saúde e infraestrutura, assim como o combate à corrupção e ao desperdício dos recursos públicos, e criticam os gastos elevados feitos pelo governo para organizar eventos esportivos como a Copa do Mundo no ano que vem. EFE cma-sm/rpr (foto)










