Manifestantes pedem melhorias no sistema de saúde
Internacional|Do R7
São Paulo, 8 ago EFE - O Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo com apoio do Movimento Passe Livre (MPL) fechou nesta quinta-feira a avenida Paulista por meia hora em uma manifestação que pedia melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS). Apenas 70 manifestantes ocupavam a principal avenida da capital paulista. Eles reivindicavam o dobro do financiamento para a saúde pública, que 10% do orçamento da união seja destinado ao setor, plano de carreira para os funcionários e ainda que o SUS se mantenha totalmente público e estatal. A mobilização foi organizada pelas redes sociais e recebeu o nome de 1ª Via Sacra da Saúde, em alusão à demora que a população enfrenta para ser atendida no serviço público. Os manifestantes saíram da Avenida Paulista em direção a sede do governo, passaram pelo Hospital Sírio Libanês e a última parada foi na Prefeitura Municipal. De acordo com o representante do Fórum, Paulo Spina, a caminhada não procurar tentar algum tipo de negociação com o governo, mas alertar a população. "Não acreditamos no modelo de mercantilização da saúde, com hospitais privados, e queremos mais qualidade no atendimento da população e no trabalho dos funcionários do SUS", disse em entrevista à Agência Efe. Uma das medidas encaminhadas pelo Fórum foi protocolar um pedido com as reivindicações na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. As reivindicações vão de encontro ao plano "Mais Médicos", proposto pelo governo Federal. Segundo Spina não há um posicionamento contra ou a favor do programa, "mas este tipo de medida não é suficiente para melhorar o sistema de saúde pública no país", declarou. O MPL, em apoio ao Fórum, divulgou em sua página oficial no Facebook que "a saúde, em sua escassez, é alvo de demandas, exigências e manifestações. É o melhor momento para repensar e reivindicar a saúde do nosso país". Mauro Citrinodith, um dos representantes do MPL, destacou que a pauta dos problemas públicos no país "é mais ampla que só transporte público e por isso o movimento faz questão de participar do ato". Os manifestantes se reunirão novamente na próxima terça-feira, 13 de agosto, para elaborar uma proposta de negociação com os governos municipal, estadual e federal. EFE ic/cd









