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Mantenedores de paz da ONU pagam por sexo com frequência, diz estudo

Organização tem mais de 125 mil soldados, policiais e civis em 16 operações pelo mundo

Internacional|Do R7

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Boletim da ONU proíbe sexo transnacional por pacificadores
Boletim da ONU proíbe sexo transnacional por pacificadores

Mantenedores de paz da Organização das Nações Unidas frequentemente pagam por sexo com dinheiro, vestidos, joia, perfumes, telefones celulares e outros itens, apesar de uma proibição de tais relações com pessoas que a entidade internacional está tentando ajudar, concluiu um relatório da ONU.

O estudo preliminar do Escritório da ONU para Serviços de Fiscalização Interna (OIOS, na sigla em inglês), obtido pela Reuters nesta quarta-feira, diz que pesquisas com centenas de mulheres no Haiti e na Libéria descobriram que os motivos pelos quais elas cobravam por sexo incluíam fome, pobreza e melhorias no estilo de vida.


"Provas de dois países com missões de pacificação demonstram que sexo transacional é bem comum, embora pouco relatado, em missões de manutenção de paz", concluiu um relatório do OIOS datado de 15 de maio.

A ONU atualmente tem mais de 125 mil soldados, policiais e civis em 16 operações pelo mundo.


O relatório preliminar também destaca que "o número de preservativos distribuídos e de pessoas submetidas a terapia voluntária e testes confidenciais de HIV... sugere que relacionamentos sexuais entre pacificadores e a população local podem ser rotina."

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O documento diz ainda que um boletim da ONU de 2003 havia proibido o sexo transacional por pacificadores, em parte porque prejudica a credibilidade da organização em áreas onde está atuando.

O relatório destaca que 480 alegações de exploração sexual e abuso foram feitas entre 2008 e 2013, das quais um terço envolvia crianças. Missões na República Democrática do Congo, na Libéria, no Haiti e no Sudão do Sul foram responsáveis pela maioria das acusações, segundo o documento.

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