Marcha de opositores termina com três feridos na Venezuela
Estudantes se aproximavam do Conselho Nacional Eleitoral para protestar quando foram atacados por grupo chavista
Internacional|Da Ansa, com EFE

Partidários do ex-presidente Hugo Chávez e estudantes da oposição se enfrentaram nesta quinta-feira (21) na Venezuela. Pelo menos três pessoas ficaram feridas no confronto.
Os estudantes marchavam até a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para exigir condições "transparentes e livres" nas eleições presidenciais que serão realizadas em 14 de abril.
Os opositores foram atacados por membros do chamado coletivo Tupamaros, que lançaram objetos pontudos contra os manifestantes, a quatro quadras da sede do CNE, no centro de Caracas.
Maduro e Capriles iniciam pré-campanha nas ruas da Venezuela
A porta-voz do movimento estudantil, Ana Karina García, explicou recentemente que "a poucos dias das eleições, desiguais e injustas, dizemos ao país que aqui estamos e que todos os obstáculos que colocam na nossa frente serão superados".
— Não temos medo e não vamos permitir que essas condições desiguais nos levem a um futuro incerto em nosso país.
Ainda segundo ela, nenhum venezuelano pode "estar de acordo com um CNE que não vai garantir condições de transparência para uma eleição livre e democrática".
Capriles minimiza desvantagem que pesquisas "fajutas" estão lhe dando
O candidato presidencial opositor da Venezuela, Henrique Capriles, desprezou hoje a desvantagem de até 18 pontos que algumas pesquisas "fajutas" lhe dão com relação ao presidente encarregado, Nicolás Maduro, de cara às eleições presidenciais do próximo 14 de abril.
"Tem um pesquisador por aí que cada vez que sobem os preços, cada vez que desvalorizam, diz que a popularidade do governo sobe. Esse pesquisador, para que não acreditem em enquetes fajutas, o dia em que o homem pisar em Júpiter, nesse dia eu vou vencer uma pesquisa dele", disse Capriles sem esclarecer a que pesquisa se referia.
A empresa privada Hinterlaces revelou na terça-feira que, de acordo com a sua última pesquisa realizado entre 11 e 16 de março, a brecha entre ambos candidatos é de 18 pontos percentuais a favor de Maduro.
Dos entrevistados, 53% manifestaram a intenção de votar em Maduro, contra 35% que apoiaram Capriles.
"Por que agora diz que Nicolás tem mais popularidade que o próprio presidente? Nisso nem ele acredita!", exclamou em um comício realizado na cidade de Vale de la Pascua, Estado Guárico.
— Mas sabem o que ele recebe depois que diz isso? Um cheque grosso, gordinho.
Nesta semana também foi divulgada uma pesquisa do instituto Datanálisis, elaborada em meio aos atos de despedida ao falecido presidente Hugo Chávez, que afirma que Maduro supera por 15 pontos Capriles.
A pesquisa aponta que, se as eleições fossem no próximo domingo, 48,8% dos entrevistados votaria em Maduro frente aos 33,8% que o faria por Capriles.
Na campanha eleitoral de outubro, que Capriles perdeu perante Chávez, o líder opositor também desprezou a credibilidade das pesquisas, cujos resultados acabaram sendo confirmados nas urnas.
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