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Merkel suspeita que EUA espionaram seu telefone e pede explicações a Obama

Internacional|Do R7

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Berlim, 23 out (EFE).- O governo alemão tem informações que indicam que os serviços secretos americanos espionaram o telefone celular da chanceler Angela Merkel, que exigiu pessoalmente nesta quarta-feira explicações ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, ratificou em comunicado a informação antecipada pouco antes pela revista alemã "Der Spiegel". "O governo federal recebeu informações que indicam que o telefone celular da chanceler é possivelmente espionado pelos serviços americanos. Pedimos em seguida a nosso parceiro americano um amplo e imediato esclarecimento", declarou Seibert. Segundo explicou, a chanceler falou por telefone com Obama e lhe advertiu que "tais práticas, se for comprovada a veracidade das informações, são totalmente condenáveis e absolutamente inaceitáveis". Merkel disse a Obama que dois países "sócios e amigos" como a Alemanha e Estados Unidos não devem permitir esse tipo de espionagem das comunicações. "Seria um grave abuso de confiança. Essas práticas devem terminar imediatamente", acrescentou a chanceler. A revista "Der Spiegel" tinha antecipado as suspeitas da chancelaria e que Berlim levou "muito a sério" os indícios que apontam que as conversas de Merkel foram alvo da espionagem dos EUA. Segundo informou a "Der Spiegel" uma porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, Obama garantiu a Merkel que suas comunicações não são nem serão espionadas. A porta-voz não esclareceu se isso significa que também não foram espionadas no passado, segundo a revista. Uma inspeção realizada pelos serviços de informação alemães e pela agência federal de segurança levou o governo germânico a considerar que as suspeitas de espionagem são "plausíveis". Quando explodiu na imprensa o escândalo da espionagem americana pelas informações vazadas pelo ex-analista da Agência Nacional de Segurança americana (NSA), Edward Snowden, Berlim já havia requisitado esclarecimentos a Washington. Merkel, destacou seu porta-voz, lembrou hoje a Obama seus pedidos de informação ainda pendentes e lhe disse que a Alemanha espera entrar em acordo com um país aliado como os EUA sobre as bases do trabalho dos serviços de inteligência. O ministro alemão da chancelaria, Ronald Pofalla, se reuniu hoje com os responsáveis da comissão parlamentar de segredos oficiais para explicar-lhes a situação e os passos dados pelo Executivo. De forma paralela, segundo informou o governo de Merkel, estão acontecendo em Berlim reuniões de alto nível com representantes da Casa Branca e da Secretaria de Estado americana a fim de esclarecer os fatos. EFE nl/rsd

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