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Mesmo com eleição impossível, é bom ver que existe oposição na Ucrânia, diz professor

Na primeira manifestação do tipo, ex-ministro da Defesa pede votação durante a guerra, proibida pela lei do país

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Não há possibilidade de eleições na Ucrânia durante a guerra, mas a existência de oposição é vista como positiva.
  • O ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, pediu novas eleições, destacando uma crise de governança e corrupção.
  • Fedorov foi demitido por desentendimentos com o comandante das Forças Armadas, mas sua saída gerou protestos populares.
  • Apesar de não poder concorrer, pesquisas indicam que Fedorov venceria Zelensky em um segundo turno.

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Não há possibilidade de eleições serem feitas na Ucrânia no momento, mas ainda é bom ver que existe oposição dentro do país, pontua o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin. Em entrevista ao Conexão Record News, ele compara as movimentações de setores da política ucraniana à situação da Rússia, onde “qualquer tipo de oposição a Putin acaba sendo massacrada”.

Nesta quarta-feira (19), o ex-ministro da Defesa da Ucrânia pediu novas eleições em tempo de guerra. Até sua demissão inesperada em julho, Mykhailo Fedorov era um aliado de longa data do presidente Volodymyr Zelensky. Na primeira reivindicação do tipo por uma figura pública ucraniana desde o início do conflito com a Rússia, ele argumenta que a nação enfrenta uma crise de governança sistêmica, corrupção e resistência à reforma.


Um homem de cabelo curto e liso, com uma expressão séria, está sentado em uma mesa em um ambiente escuro
Ex-ministro venceria Zelensky com folga em um segundo turno Reprodução/Record News

Brustolin lembra que, no momento em que foi destituído do cargo, Fedorov não se dava bem com o comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi. “Oleksandr Syrskyi é acusado pela população de ter táticas antigas, inclusive culpado por parte da população pela morte de muitos ucranianos da linha de frente. Então o Zelensky demitiu o Fedorov porque ele não conseguia se entender como comandante das Forças Armadas, mas, na sequência, também demitiu o Syrskyi por pressão política.”

Fedorov prometia reformas abrangentes ao assumir o cargo em janeiro. A demissão levou milhares de ucranianos às ruas para exigir sua reintegração. Apesar de não mencionar a possibilidade de concorrer à presidência, uma pesquisa indicou que o ex-ministro venceria Zelensky com folga em um segundo turno. No entanto, a lei ucraniana proíbe a realização de eleições em tempos de guerra.

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