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Michael Jackson teria pago milhões para encobrir abusos de 24 crianças

Jornal revelou neste domingo (30) documentos do FBI com detalhes dos abusos e dos pagamentos

Internacional|Do R7

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Cantor evita a imprensa em abril de 2004, durante julgamento sobre casos de abusos, dos quais foi absolvido
Cantor evita a imprensa em abril de 2004, durante julgamento sobre casos de abusos, dos quais foi absolvido

O cantor Michael Jackson teria pago até R$ 78 milhões (US$ 35 milhões) para ocultar abusos cometidos em 24 menores durante um período de 15 anos, informou neste domingo (30) o jornal britânico Sunday People.

A publicação assegura ter visto documentos do FBI que detalham pagamentos às famílias de crianças que teriam sofrido abuso para que elas ficassem em silêncio caso fossem procuradas pela imprensa.

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Esses arquivos, que não foram incluídos como prova no julgamento por abusos sexuais contra o cantor, em 2005, quando o astro foi absolvido, foram recopilados pelo detetive Anthony Pellicano, contratado pelo próprio músico para limpar sua imagem.

O FBI confiscou a documentação quando Pellicano foi detido e posteriormente preso em 2008 por grampear telefones de famosos e outros delitos, pelos quais ainda cumpre pena.

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Nos documentos sobre Michael Jackson do detetive particular de Hollywood, também usado por Elizabeth Taylor — supostamente para esconder seus problemas com drogas, segundo o jornal —, são fornecidos detalhes dos menores submetidos a abusos e dos pagamentos efetuados como suborno desde 1989.

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Os arquivos incluem relatórios do detetive e seus ajudantes, transcrições telefônicas e fitas de áudio, que revelam, por exemplo, uma ocasião em que o cantor foi flagrado por um de seus empregados tocando um famoso ator infantil.

Michael Jackson também teria sido visto assistindo a um filme pornô enquanto se relacionava com um menor e tocando as genitálias de uma terceira vítima em seu cinema privado, segundo o Sunday People.

As revelações sobre a vida privada do cantor, morto em 2009, aos 50 anos, por abuso de medicamentos, surgem em um momento em que sua família pretende processar a companhia de entretenimento AEG Live pela suposta contratação do médico que receitava os entorpecentes ao músico.

Além disso, o coreógrafo australiano Wade Robson, de 30 anos, que testemunhou a favor do cantor no processo de 2005, apresentou agora um processo por abusos sexuais supostamente cometidos pelo astro nos anos 90 — quando ele tinha entre 7 e 14 anos — no rancho de Neverland, alegando que, na ocasião anterior, Michael Jackson teria o convencido a ficar calado.

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