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Milhares de manifestantes vão às ruas de Paris após Justiça suspender proibição de protestos

Organizadores do protesto afirmaram que um tribunal administrativo derrubou a proibição imposta pela polícia

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Milhares de manifestantes foram às ruas de Paris após a Justiça suspender a proibição de protestos, apesar de confrontos e saques recentes.
  • O tribunal administrativo de Paris derrubou a proibição policial, permitindo protestos pacíficos sob forte presença policial.
  • O presidente Macron justificou proibições de manifestações para proteger centros urbanos e atribuiu a violência a grupos radicais e criminosos.
  • Os protestos começaram em escolas devido à falta de recursos e se expandiram para manifestações contra o custo de vida, antes das eleições presidenciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Policiais bloqueiam a rua durante um protesto organizado por coletivos estudantis e sindicatos em Paris
Policiais bloqueiam a rua durante um protesto organizado por coletivos estudantis e sindicatos Abdul Saboor/Reuters - 22.10.2026

Milhares de manifestantes foram às ruas de Paris nesta quinta-feira (22), enquanto outras cidades proibiram manifestações após um fim de semana marcado por confrontos e saques generalizados, que representaram os episódios de violência mais intensos registrados na França em anos.

Os organizadores do protesto em Paris afirmaram que um tribunal administrativo derrubou a proibição imposta pela polícia, após recurso apresentado por eles. Antes, a polícia de Paris havia dito que a medida era necessária diante do risco de violência nas ruas, depois que grupos de jovens mascarados entraram em confronto com agentes, saquearam lojas e incendiaram carros durante o fim de semana.

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A decisão do tribunal de Paris não foi divulgada publicamente até o momento. Os manifestantes, entre eles muitos jovens, reuniram-se pacificamente e entoaram palavras de ordem em uma área no sudeste da cidade, sob forte presença policial.

“Não precisamos de gás lacrimogêneo para que nosso futuro pareça sombrio”, afirmava uma faixa estendida pelos manifestantes.

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Os organizadores assinaram um documento policial no qual se comprometiam a manter o protesto em um local fixo, devido ao risco de violência.

Novas proibições eram esperadas nos próximos dias. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que essas medidas têm como objetivo proteger os centros das cidades, os estabelecimentos comerciais e os prédios públicos.

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O direito de manifestação é protegido pela Constituição da França, e as proibições de atos previstos para esta quinta-feira em Paris, Lyon, Lille e Grenoble foram consideradas por alguns uma violação do direito dos franceses de protestar.

Grupos de estudantes do ensino médio e universitários afirmaram que continuarão a se mobilizar, apesar de o recesso escolar de outono ter começado nesta semana.

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Macron afirmou, após uma reunião extraordinária de segurança no Palácio do Eliseu, que a estratégia adotada para os próximos dias prevê a proibição de manifestações solicitadas por “indivíduos ou grupos sem legitimidade para organizá-las”.

“As regras são simples e, na minha opinião, são apenas uma questão de bom senso. A recomendação geral é que não haja manifestações nos próximos dias”, disse. “Para aqueles que ainda quiserem protestar, se forem sindicatos, os prefeitos proporão trajetos alternativos.”

Macron atribuiu a violência do fim de semana a “ações lideradas por grupos radicais de extrema esquerda que tinham como objetivo derrubar a República”, além da atuação de criminosos que foram às ruas para saquear.

A onda de distúrbios em Paris e em outras cidades francesas provocou uma forte resposta das forças de segurança. Toques de recolher noturnos foram implementados em algumas áreas da capital francesa e em outras cidades onde a situação já voltou à normalidade.

As manifestações começaram no mês passado em uma escola de ensino médio em Créteil, no sudeste de Paris, por causa da falta de funcionários. A partir dali, paralisações de aulas, bloqueios e manifestações se espalharam para outros subúrbios de Paris e, depois, por todo o país, inclusive em cidades menores.

Estudantes do ensino médio têm manifestado preocupação com a falta de recursos para as escolas, as instalações deterioradas e a escassez de funcionários, especialmente em bairros de menor renda. Alguns também defenderam uma reforma do sistema de ingresso nas universidades, considerado complexo e injusto por muitos.

Sem conseguir atender às reivindicações dos estudantes, o governo viu os protestos e bloqueios nas escolas se transformarem em manifestações mais amplas contra a disparada do custo de vida, poucos meses antes da eleição presidencial do próximo ano, que escolherá o sucessor de Macron.

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