Logo R7.com
RecordPlus

Milhares marcham em Túnis em apoio a governo islamista

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Dezenas de milhares de partidários do governo liderado por islamistas da Tunísia marcharam na capital do país neste sábado, numa dentre as maiores manifestações pró-governo e da oposição desencadeadas pelo assassinato de um político secular.

A morte de Chokri Belaid, um advogado de direitos humanos e líder da oposição, em 6 de fevereiro, gerou desordem política na Tunísia dois anos após o país ser palco das primeiras revoltas da Primavera Árabe.


Protestos violentos, em que um policial foi morto, varreram a Tunísia após o assassinato, com multidões atacando escritórios do partido islamista Ennahda, atualmente no poder, em Túnis e outras cidades.

Islamistas lançaram contra-marchas, até agora muito menores.


O porta-voz do Ministério do Interior Lotfi Hidouri disse à Reuters que mais de 100 mil participaram da manifestação deste sábado, ou cerca de duas vezes o número de pessoas presentes no funeral de Belaid. Fontes de segurança citaram dezenas de milhares de manifestantes.

Após a morte de Belaid, o primeiro-ministro Hamadi Jebali prometeu formar um gabinete não partidário e tecnocrático para gerir o país até que uma eleição pudesse ocorrer.


No entanto, seu próprio partido, o Ennahda, e um parceiro menor de coalizão não islamista queixaram-se de que Jebali não havia consultado-os antes de fazer as declarações.

Na mais forte reação até agora à proposta, manifestantes islamistas reuniram-se no centro de Túnis neste sábado para apoiar a legitimidade do governo.


"A iniciativa do primeiro-ministro é um golpe contra a legitimidade, que concedeu poder ao Ennahda. É um golpe contra os resultados da eleição", disse o manifestante Omar Salem.

O líder do Ennahda, Rached Ghannouchi, rejeitou a proposta de Jebali de um governo tecnocrata, mas disse que é essencial que islamistas e partidos seculares compartilhem o poder agora e no futuro.

"Qualquer governo estável na Tunísia exige uma coalizão moderada islamista-secular", disse ele à Reuters em entrevista na terça-feira.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.