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Militantes islâmicos matam 59 alunos em internato na Nigéria

Internacional|Do R7

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DAMATURU, Nigéria, 25 Fev (Reuters) - Homens armados do grupo islamita Boko Haram mataram a tiros ou queimaram até a morte 59 crianças de um internato no nordeste da Nigéria durante a noite, informaram autoridades hospitalares e de segurança nesta terça-feira.

"Alguns dos corpos dos estudantes foram reduzidos a cinzas", disse o comissário de polícia Sanusi Rufai ao falar sobre o ataque ao colégio federal Buni Yadi, uma escola secundária localizada próxima à capital do Estado de Yobe, Damaturu.


Bala Ajiya, uma funcionária do Hospital de Especialidades Damaturu, disse à Reuters por telefone que o número de mortos subiu para 59.

"Novos corpos foram trazidos. Mais corpos foram descobertos no mato depois que os estudantes que escaparam com ferimentos de bala morreram de seus ferimentos", ele disse.


Rufai, que havia estimado 29 mortos anteriormente, disse que todas as vítimas fatais eram meninos. Ele afirmou que os 24 prédios da escola, incluindo os locais de funcionários, foram completamente queimados.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, chamou o ataque de "insensível e assassinato sem sentido... por terroristas dementes e fanáticos que claramente perderam toda a moralidade humana e desceram à bestialidade".


Os islamitas, cuja luta pela formação de um Estado islâmico no norte da Nigéria já matou milhares de pessoas e se tornou a maior ameaça de segurança no principal produtor de petróleo da África, têm vitimado cada vez mais a população civil.

O Boko Haram, cujo nome significa "a educação ocidental é pecaminosa" na língua hausa usada no norte, possui um histórico de ataques a escolas. Um ataque similar na vila de Mamundo, em junho, deixou 22 estudantes mortos.


Mais de 300 pessoas morreram neste mês, a maioria civil, incluindo em dois ataques na semana passada em que 100 morreram em cada, quando militantes arrasaram uma vila inteira e atiraram nos moradores em pânico que tentavam fugir.

Um porta-voz dos militares para o Estado de Yobe, capitão Lazarus Eli, confirmou o ataque e disse que "nossos homens estão lá em perseguição aos assassinos."

Os militares fecharam a faixa norte da fronteira com Camarões no fim de semana. Os insurgentes ocupam, sobretudo, a área montanhosa e remota de Gwoza, de onde atacam os civis que acusam ser a favor do governo. Eles também começaram a sequestrar várias meninas.

(Reportagem de Joe Hemba)

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