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Ministro do Interior Ali Laridi será novo primeiro-ministro da Tunísia

Internacional|Do R7

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Tunísia, 22 fev (EFE).- O partido governamental tunisiano, Al-Nahda, indicou o ministro do Interior, Ali Laridi, como novo primeiro-ministro, após a renúncia na terça-feira passada de Hamadi Jabali, anunciou nesta sexta-feira o porta-voz da presidência do país, Adnan Manser. Segundo Manser, o presidente Moncef Marzouki se reunirá com Laridi para iniciar oficialmente a formação de um novo Executivo. Laridi terá um prazo de 15 dias, a partir de hoje, para dar forma a um novo gabinete e definir seu programa de governo, detalhou No entanto, Manser indicou que Marzuki pediu a Laridi que forme sua equipe rapidamente porque o país "não pode esperar muito". Laridi é um líder histórico do movimento islâmico que esteve 17 anos preso durante o regime de Zin el Abidín Ben Ali, derrubado o passado em 14 de janeiro após um levantamento popular. O porta-voz da presidência explicou que assim que o novo primeiro-ministro tiver montado seu gabinete e redigido seu programa, o entregará ao chefe de Estado. Mais tarde, será submetido a votação na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) em um prazo de três dias. Al-Nahda, a principal força política na ANC, conta com 89 das 217 cadeiras, o que lhe dá a prerrogativa de apresentar ao presidente o candidato para dirigir o Executivo. A Tunísia está imersa em uma grave crise política desde o assassinato, no último dia 6, do ativista de esquerda Chukri Bel Aid, cuja morte gerou uma onda de protestos em todo o país que culminou na sexta-feira, dia 8, com uma greve geral à qual se uniu a maioria dos partidos da oposição. No mesmo dia 6, Jabali propôs a formação de uma equipe de tecnocratas para a realização de eleições o mais rápido possível. No entanto, Al-Nahda, partido de Jabali, se opôs a sua iniciativa, por considerar que o Executivo deveria continuar sendo formado por políticos. As tensões entre Jabali e seu partido, que em um último momento se mostrou partidário de um gabinete político de coalizão no qual houvesse tecnocratas, pressionaram o primeiro-ministro a apresentar sua demissão e posteriormente a renunciar definitivamente para voltar a ocupar o cargo de presidente do governo. Junto a Ali Laridi, também saíam como possíveis candidatos a ocupar a chefia do Executivo os atuais ministros de Justiça, Nuredín el Behiry; de Agricultura, Mohammed Ben Salem, e de Saúde, Abdelatif el Mekki. EFE ma-jfu/tr

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