Ministro francês liga ataque em Paris com estratégia terrorista da Al Qaeda
Internacional|Do R7
Paris, 30 mai (EFE).- O ministro do Interior da França, Manuel Valls, vinculou o ataque do último sábado, de um islâmico contra um soldado, que ficou ferido no pescoço, com uma estratégia da Al Qaeda para fomentar indivíduos sem o perfil terrorista à violência radical. O caso de Alexandre, o jovem de 22 anos capturado ontem pela polícia pelo ataque ao soldado francês na estação do metrô de La Défense e que permanece sob custódia antes de ser conduzido à justiça, "é talvez um exemplo dessa estratégia", afirmou Valls ao jornal "Libération". "Estas ações não são novas na realidade. Fazem parte da estratégia da Al Qaeda, que as fomenta", acrescentou Valls. "Trata-se de indivíduos, alguns deles convertidos, conhecidos por atos de delinquência e que entram em processo de radicalização após encontros na prisão, em uma mesquita ou na internet", acrescentou. O ministro francês também assegurou que "atualmente na França há uma centena de indivíduos suscetíveis a realizar esse tipo de ação e várias centenas de indivíduos radicalizados". Valls identificou como "motores" dessa conversão à violência "o ódio ao Ocidente, o ódio ao judeu" e assegurou que Al Qaeda "fomenta esse tipo de ações e instrumentaliza pessoas com um percurso social ou psicológico frágil". No entanto, o ministro assegura que "não há um perfil tipo de islâmico radical". As declarações de Valls vêm à tona um dia depois que o jornal "Le Monde" afirmasse que o suspeito havia realizado viagens ao exterior, as quais poderiam indicar um suposto "treinamento" e que passaram despercebidas pelos serviços de espionagem. Valls afirmou hoje que não houve falhas pontuais, mas advertiu que, além do inimigo exterior - a rede terrorista da Al Qaeda -, existe um "inimigo interior", descritos como "indivíduos que se 'auto-radicalizam' e atuam a sós, os quais são muito mais difíceis de serem localizados. EFE jam/fk













