MSF alerta que 450 mil centro-africanos fugiram do país por insegurança
Internacional|Do R7
Nairóbi, 2 jun (EFE).- A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou nesta terça-feira que a insegurança na República Centro-Africana fez com que mais de 450 mil cidadãos fugissem para países vizinhos e que o número de deslocados internos chegasse a 436 mil pessoas. A República Centro-Africana está imersa em uma grave situação há dois anos devido à crise política que agrava a escassez nos serviços de saúde, deixando o país em um estado de emergência "crônico". "Embora a violência tenha diminuído em algumas partes do país, a situação de segurança em 2015 continua sendo instável, e os grupos armados continuam ativos", explicou a MSF em comunicado. Esta situação causou a fuga de mais de 450 mil pessoas para países como República do Congo, Camarões, República Democrática do Congo e Chade. A situação de insegurança dificulta o trabalho de organizações como MSF, que tenta chegar às regiões mais afetadas com hospitais improvisados para crianças e adultos. "Os grupos armados impediram várias vezes a chegada de hospitais improvisados a cidades afetadas como Batangafo, Kabo, Bambari e Boguila, o que dificulta o acesso à saúde para as pessoas dos lugares mais remotos", detalhou o comunicado. "Em algumas regiões como Kouango, as vacinas frequentes não foram distribuídas durante dois anos, e só foi possível proteger contra doenças infecciosas menos de 50% das crianças", acrescentou. A malária continua sendo uma das principais causas de morte no país africano, onde em algumas áreas chega a 90% dos casos, o que se torna difícil de combater devido ao conflito prolongado e ao deslocamento existente, lamentou a MSF. A República Centro-Africana vive uma onda de violência entre as milícias cristãs Antibalaka e os rebeldes da Séléka (muçulmanos e minoritários no país) iniciada no fim de 2013 e que já causou milhares de mortes. EFE av/vnm








