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Museu retira múmias de exposição por falta de ‘consentimento’ e gera polêmica

Instituição justificou a medida como forma de respeitar as pessoas mortas, em alinhamento com práticas modernas da museologia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Museu e Galeria de Arte Kelvingrove, em Glasgow, retirou restos humanos de uma exposição sobre o Antigo Egito para respeitar os mortos.
  • A decisão faz parte de uma revisão das práticas museológicas pela Glasgow Life, responsável por museus e espaços culturais da cidade.
  • A retirada dos restos humanos gerou críticas de Murdo Fraser, que considera a ação um excesso de correção política.
  • A política da Glasgow Life prevê a exposição de restos humanos apenas com consentimento documentado, em alinhamento com o Código de Ética do Conselho Internacional de Museus.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Museu na Escócia retirou restos humanos de uma exposição dedicada ao Antigo Egito Reprodução/Instagram @kelvingroveartgalleryandmuseum

O Museu e Galeria de Arte Kelvingrove, em Glasgow, na Escócia, retirou restos humanos de uma exposição dedicada ao Antigo Egito. A decisão inclui peças que ficavam expostas ao público, como a cabeça mumificada de um homem e partes de corpos preservados. Segundo o jornal britânico The Sun, a instituição justificou a medida como uma forma de respeitar as pessoas mortas.

A mudança faz parte de uma revisão das práticas adotadas pela Glasgow Life, organização responsável pela administração de museus e espaços culturais da cidade. Em declaração ao The Sun, um porta-voz afirmou que a retirada de restos humanos das exposições está alinhada às abordagens museológicas contemporâneas.

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Entre os objetos que deixaram de ser exibidos estão um sarcófago pintado que continha os restos mortais do sacerdote Nekht, além de uma cabeça e uma mão mumificadas. As peças foram encontradas no Vale dos Reis, em Luxor, no Egito, segundo o jornal.

A decisão provocou críticas de Murdo Fraser, porta-voz para assuntos culturais do Partido Conservador Escocês. Ele classificou a iniciativa como um exemplo de excesso de correção política e argumentou que os museus deveriam manter o acesso do público a objetos históricos para fins educativos.

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Mudança acompanha debate sobre ética em museus

A retirada, por outro lado, ocorre em meio a discussões sobre os critérios éticos para a exposição de restos humanos. O Código de Ética do Conselho Internacional de Museus, revisado e publicado em junho de 2026, estabelece que instituições devem preservar a dignidade dos mortos e tratar seus restos com respeito.

Outro documento citado pelo The Sun, produzido em 2025 por um grupo parlamentar britânico dedicado às reparações africanas, questiona a exposição de restos humanos do Antigo Egito sem considerar os desejos das pessoas sepultadas e das comunidades responsáveis por seus rituais funerários.

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A proposta de política da Glasgow Life Museums prevê que restos humanos sejam apresentados ao público apenas quando houver consentimento documentado e informado da pessoa falecida ou, em determinadas circunstâncias, de seus descendentes.

Na ausência dessa autorização, a organização considera que retirar os materiais da exposição é uma maneira mais respeitosa de tratar os indivíduos.

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