Arqueólogos descobrem no Egito tumba do ‘guardião dos segredos do rei’ após 4.000 anos
Descobertas ajudam a compreender melhor as práticas funerárias ao longo de diferentes períodos da história egípcia
Internacional|Do R7
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Uma missão arqueológica egípcia que atua na necrópole de Bubástis, na região do Delta do Nilo, em Sacara, no Egito, anunciou a descoberta do túmulo de Sekhentiu-Ptah, um importante funcionário do Antigo Império.
No mesmo lugar, também foi encontrado um complexo sistema de poços funerários interligados, contendo vários sarcófagos e artefatos arqueológicos de grande relevância histórica.
Os achados são resultado da primeira temporada de escavações no Setor A, localizado a oeste de Bubástis.
Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, a descoberta reforça a importância cultural e funerária da área, que foi utilizada continuamente durante diferentes períodos históricos.
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As escavações revelaram os restos da câmara funerária de Sekhentiu-Ptah, incluindo uma falsa porta ainda preservada em sua posição original.
Em frente à estrutura, os arqueólogos encontraram um conjunto completo de objetos funerários de alabastro, composto por mesa e disco de oferendas, bacia de purificação, jarro e outra bacia, todos com hieróglifos que identificam o proprietário do túmulo.
De acordo com os pesquisadores, a preservação dos objetos em seu contexto original é um achado raro que oferece informações valiosas sobre os rituais funerários praticados durante o Antigo Império.
Além do túmulo, a missão encontrou um sistema de poços funerários conectados entre si, contendo sepultamentos humanos e grandes quantidades de relíquias funerárias de inestimável valor histórico.
Segundo os responsáveis pelas escavações, o conjunto de descobertas oferece um rico material para o estudo dos ritos funerários e dos antigos métodos de sepultamento.
Estudos preliminares também indicam que parte dos poços funerários foi saqueada na antiguidade, evidenciada por passagens abertas por ladrões de túmulos entre as câmaras mortuárias.
Apesar disso, os pesquisadores afirmam que os artefatos preservados mantêm elevado valor científico e arqueológico, contribuindo para a compreensão da evolução arquitetônica e histórica do sítio.
A equipe continua os trabalhos de documentação, análise e comparação científica dos achados, com a expectativa de identificar novas estruturas e artefatos.
Os resultados deverão ser publicados em periódicos especializados, ampliando o conhecimento sobre a história da necrópole de Bubástis e consolidando sua relevância entre os mais importantes sítios arqueológicos do Egito.
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