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Na terra natal de Chávez, Maduro promete vencer eleição na Venezuela

Internacional|Do R7

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Por Brian Ellsworth e Mario Naranjo

SABANETA, Venezuela, 2 Abr (Reuters) - O atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma peregrinação à terra natal do falecido líder socialista Hugo Chávez nesta terça-feira e prometeu vencer a eleição de 14 de abril em sua homenagem.

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"Enxergamos Chávez como nosso pai. Ele marcou a nossa vida, é por isso que viemos aqui para fazer um juramento na terra de seu nascimento de que nunca o desapontaremos", disse Maduro, de 50 anos, no vilarejo de Sabaneta, onde nasceu seu ex-chefe.

"Serei o presidente deste país porque ele ordenou", acrescentou Maduro no lançamento oficial de sua campanha eleitoral para a Presidência do país sul-americano produtor de petróleo.

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As pesquisas de opinião dão a Maduro, um ex-motorista de ônibus que ascendeu até ser ministro das Relações Exteriores e vice-presidente de Chávez, uma liderança folgada, de entre 11 e 20 pontos percentuais, sobre o adversário da oposição, Henrique Capriles.

O corpulento e bigodudo Maduro está se beneficiando da bênção pessoal de Chávez, que o nomeou seu herdeiro três meses antes de morrer de câncer em 5 de março.

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Esse endosso, no último discurso público de Chávez, evitou a luta interna pela sucessão dentro do Partido Socialista, da situação, e transformou o status de Maduro aos olhos dos simpatizantes apaixonados de seu mentor.

"Apoio Maduro porque Chávez deixou nele as esperanças de resolver os problemas do povo, eu o apoiarei enquanto ele tiver os mesmos sentimentos de Chávez", disse Carlos Guzmán, um agricultor de 23 anos do Estado de Barinas, no oeste da Venezuela, que inclui Sabaneta.

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Maduro também tem um aparato estatal rico por trás dele, credenciais da classe operária que caem bem com os leais partidários chavistas, e a boa vontade de milhões que se beneficiam das políticas de bem estar social, ou "missões", financiadas pelo petróleo de Chávez. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo.

OPOSIÇÃO ADMIRA O BRASIL

Capriles é governador de um Estado central, e quer reverter as nacionalizações econômicas e a polarização política da era de Chávez em favor de um modelo de livre mercado ao estilo brasileiro, com forte gastos de bem-estar social.

Ele estava lançando sua campanha no Estado produtor de petróleo de Monagas na terça-feira. Estrategistas da oposição esperam que o efeito "solidariedade" com a morte de Chávez diminua, dando a Capriles uma chance de disputa se ele concentrar a atenção dos eleitores na miríade de problemas diários, de buracos na estrada a cortes de energia.

Capriles, de 40 anos, também promete manter as "missões" de Chávez, embora pretenda usar funcionários venezuelanos e não os mais de 40.000 trabalhadores cubanos que entraram no país sob Chávez.

"Com Henrique Capriles, a partir de 14 de abril todos os venezuelanos vão ganhar mais, comer melhor e dormir em paz", disse seu diretor de campanha, Carlos Ocariz, em um evento em Caracas para lançar o período oficial de campanha de 10 dias.

Capriles está prometendo aumentar o salário mínimo em 40 por cento para conter o impacto da desvalorização recente, diversificar a economia e combater o crime, que cresceu durante os 14 anos de governo de Chávez.

Ele ridiculariza Maduro como um funcionário incompetente, tentando pateticamente imitar Chávez.

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