‘Não será uma negociação tão fácil quanto Trump espera’, diz especialista
Leonardo Trevisan afirma que presidente americano ainda precisa justificar a guerra ao seu eleitorado
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Um dia após Washington e Teerã chegarem a um acordo para encerrar a guerra, a TV estatal iraniana informou que petroleiros do Irã retomaram as operações no estreito de Ormuz. Segundo o canal, os Estados Unidos teriam aliviado o bloqueio, e três petroleiros estão atualmente no norte do Oceano Índico e outros dois transportando mercadorias.
No dia 13 de abril, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos em resposta ao fechamento estratégico do estreito de Ormuz pelo regime iraniano.
Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM-SP, destaca que a normalização da situação ainda requer tempo. “Tem mais de 800 navios parados, ancorados, esperando para passar no estreito. Tudo isso tem que ter fluxo. Imaginar que amanhã o petróleo volta e tudo se estabiliza? Não é assim. Haverá um período de reequilíbrio; têm que ser recompostos os estoques. O preço de 81 dólares, 85 dólares, é um preço de comemoração. Ele vai ser maior”, sinaliza.
Para o Irã, pontua o professor, o acordo era necessário para que os portos do país fossem liberados e o comércio retomado. Porém, a situação com Donald Trump não está resolvida.
Segundo Trevisan, depois desse primeiro acordo, Trump precisa ainda justificar a guerra a seu eleitorado e pode fazê-lo pela questão do arsenal nuclear iraniano. Mas o Irã pode “conter essa desculpa”, nas palavras do professor.
“Não será uma negociação tão fácil como o presidente Trump espera. O Irã sabe exatamente seu poder, principalmente econômico”, conclui.
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