Entenda os motivos que levaram Estados Unidos e Irã a fecharem acordo
‘O conflito estava passando dos limites para a sustentação política’, analisa Igor Lucena
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após quatro meses de conflito no Oriente Médio, Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo que pode marcar o fim da guerra na região. Segundo a agência de notícias Reuters, um alto funcionário norte-americano revelou que o memorando de entendimento foi assinado pelo líder Donald Trump, pelo vice JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano.
Os detalhes do acordo serão divulgados em 24 a 48 horas; o texto prevê a reabertura do estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval norte-americano. O principal ponto de tensão entre Estados Unidos e Irã, que é o programa nuclear iraniano, ficou de fora dessas negociações.
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Com o acordo em um horizonte próximo, o preço do petróleo caiu e as bolsas internacionais voltaram a reagir bem.
Durante o Conexão Record News, o economista e especialista em relações internacionais Igor Lucena esclareceu por que, depois de quatro meses, o entendimento entre as nações inimigas finalmente saiu.
“Ele [presidente Donald Trump] precisava de uma maneira para falar que tem motivo de vitória. Os índices de aprovação do presidente estão baixos [...] e esse conflito precisava ter algum tipo de encerramento que os americanos pudessem dizer que é a vitória. Ao mesmo tempo, os iranianos estão cansados e estão com suas armas chegando aos limites, até mesmo os drones [...]. Então, os dois lados de fato entenderam que precisavam chegar a um tipo de acordo, que o conflito estava passando dos limites para a sustentação política dos dois lados”, enfatizou.
Lucena explicou ainda que Benjamin Netanyahu pode ser considerado um “perdedor” nessa suposta paz a ser firmada entre os EUA e o Irã. Segundo o especialista, os americanos precisarão conversar e acertar alguns termos internamente com Israel devido à ligação entre o Irã e o Hezbollah, que tem lutado com o governo israelense e é patrocinado pelos iranianos.
Horas antes do anúncio, ataques israelenses atingiram subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, e aumentaram o risco de uma nova escalada militar na região.
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