Netanyahu aceita libertar 104 presos palestinos para iniciar diálogo de paz
Internacional|Do R7
Jerusalém, 27 jul (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste sábado por meio de uma carta aberta que tem a intenção de libertar 104 palestinos presos antes dos Acordos de Oslo (1993) para permitir o início do diálogo de paz. "É uma decisão muito difícil de tomar", mas "neste momento acredito que é muito importante para o Estado de Israel começar um processo diplomático", argumentou Netanyahu na mensagem divulgada por seu gabinete. Segundo a imprensa local, Netanyahu já começou a ligar para vários ministros de seu partido, o direitista Likud, para garantir a aprovação da medida, que será votada amanhã em seu gabinete. A libertação era uma das duas exigências palestinas, junto com a demarcação das fronteiras como eram antes da Guerra dos Seis Dias (1967), para comparecer na próxima terça-feira em Washington do encontro preliminar das negociações. O processo de libertação será feito em "fases" e "de acordo com o progresso" do diálogo, explicou o primeiro-ministro. Segundo o "canal 2" da televisão israelense, a libertação se efetuará em quatro fases, a primeira das quais vai acontecer dentro de duas semanas, após o fim do mês sagrado muçulmano do Ramadã. Alguns presos não voltarão aos seus lares e serão enviados ao exílio, acrescentou a emissora. Em seu texto, Netanyahu disse que considera "importante que Israel entre em um processo diplomático que dure pelo menos nove meses com o objetivo de analisar se pode chegar a um acordo com os palestinos". "É importante esgotar totalmente as possibilidades de acabar com o conflito com os palestinos e solidificar o status de Israel na complexa realidade internacional que nos rodeia", analisou. O chefe de governo argumentou que "em algumas ocasiões os primeiros-ministros necessitam tomar decisões contra a opinião pública, quando o tema é importante para o Estado". No entanto, Netanyahu frisou que rejeitou a reivindicação palestina de libertar os presos antes do início do diálogo ou de decretar uma moratória na ampliação dos assentamentos judaicos em território palestino. "Nos próximos nove meses, examinaremos se os palestinos querem realmente acabar com o conflito como nós queremos", afirmou. Ontem, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que as famílias dos reclusos teriam boas notícias em breve. O governo de Netanyahu tinha falado inicialmente em libertar 82 presos, mas no final aceitou o número pedido por Abbas. EFE ap/dk








