Nigéria garante que fará o possível para libertar família francesa
Internacional|Do R7
Lagos, 17 mar (EFE).- O governo da Nigéria garantiu na noite deste sábado que fará "todo o possível" para libertar à família francesa sequestrada no norte de Camarões no dia 19 de fevereiro e que foi transferida para território nigeriano pouco depois. "O governo federal, com todas as suas forças de segurança, está fazendo todo o possível por garantir a libertação dos reféns sem que sofram danos", disse ontem à noite o ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Olugbenga Ashiru, durante a visita de um dia de seu colega francês, Laurent Fabius. As declarações de Ashiru foram feitas pouco depois de uma reunião entre Fabius e o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan. No entanto, o ministro Ashiru especificou que o governo da Nigéria não pagará nenhum resgate para conseguir a libertação dos reféns franceses. "Não pagamos resgates a terroristas, mas estamos fazendo o possível para garantir que os reféns serão libertados com nossas próprias políticas", ressaltou. Segundo o ministro das Relações Exteriores nigeriano, Fabius e Jonathan também revisaram as relações entre os dois países. "Estamos satisfeitos com as relações políticas, temos uma relação bastante forte", afirmou Ashiru, que detalhou que várias empresas francesas são muito ativas na Nigéria. O chefe da diplomacia nigeriana aproveitou também para agradecer à França por sua "intervenção decisiva" no Mali. "Se os franceses não tivessem tido a iniciativa de fazer o que fizeram nesse momento, o Mali teria talvez se transformado em um país terrorista, e se isso tivesse acontecido, toda a região se desestabilizaria", afirmou. Na sexta-feira passada, Fabius viajou para Camarões, onde se reuniu com o presidente do país, Paul Biya, para tratar do sequestro dos sete cidadãos franceses, quatro crianças e três adultos membros de uma mesma família. Este é o primeiro sequestro envolvendo crianças francesas e também o primeiro de cidadãos do país europeu em território camaronês. A família, que trabalhava na capital camaronesa para a empresa energética GDF Suez, foi sequestrada quando visitava uma reserva natural, patrimônio da Unesco, no norte de Camarões. EFE da/rpr











