No dia da eleição presidencial, ataque deixa 12 mortos no Quênia
Essas são as primeiras eleições realizadas no Quênia desde a onda de violência pós-eleitoral de 2007-2008
Internacional|Do R7, com EFE e AFP

Pelo menos 12 pessoas, entre elas seis policiais, foram mortas na madrugada desta segunda-feira (4) durante uma emboscada que supostamente teria sido articulada por membros do grupo radical Conselho Republicano de Mombasa (MRC, na sigla em inglês) a poucas horas do início das eleições gerais no Quênia.
Segundo fontes oficiais, o ataque ocorreu por volta das 2h locais no bairro de Changamwe, na cidade de Mombasa, situada no litoral sudeste do Quênia.
Ainda de acordo com a fonte, o comandante da divisão, Otieno Awour, também se encontra entre as vítimas.
"Nossos oficiais foram atacados quando estavam em patrulha", assegurou um porta-voz da polícia, Aggrey Adoli, ao jornal local The Star.
O MRC já foi acusado inúmeras vezes de ataques contra a polícia e oficiais do governo, incluindo membros da Comissão Eleitoral queniana.
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De acordo com as autoridades, ações como essa pretendem amedrontar os eleitores que hoje vão às urnas para participar das primeiras eleições realizadas no Quênia desde a onda de violência pós-eleitoral de 2007-2008, a qual deixou 1.300 mortos.
Adoli, por sua parte, assegurou que "oficiais da polícia estão preparados para enfrentar qualquer grupo ilegal que tente perturbar o andamento das eleições".
Eleição
Os quenianos comparecem às urnas nesta segunda-feira para eleições presidenciais, que têm como candidatos o primeiro-ministro Raila Odinga e Uhuru Kenyatta, filho do pai da independência do país.
Os 14,3 milhões de quenianos registrados devem renovar ainda a Assembleia Nacional, para a qual devem votar por separado em um número determinado de mulheres, e eleger pela primeira vez o Senado.
Também escolherão 47 governadores, que terão amplos poderes, e os membros das assembleias locais.
Em uma votação complexa, os quenianos devem depositar na urna seis cédulas eleitorais diferentes.
Em Mombasa, antes da votação, 12 pessoas, incluindo seis policiais, morreram em ataques contra as forças de segurança.
A eleição acontece com a recordação da violência registrada na votação de 27 de dezembro de 2007, quando a vitória do atual presidente Mwai Kibaki foi questionada por seu rival Raila Odinga, o que provocou os ataques dos simpatizantes deste último.
O conflito político despertou disputas étnicas sobre a propriedade da terra que existiam desde a independência, em 1963.
Os confrontos entre as comunidades e a repressão policial deixaram quase mil mortos e mais de 600.000 deslocados.
Para acabar com a violência, a comunidade internacional impôs um governo de coalizão que garantiu uma paz relativa — mais de 500 mortos em confrontos localizados ano passado — e iniciou reformas na polícia e no judiciário.
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