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Irã desafia pressão sobre o estreito, e Trump diz para os EUA aceitarem preços da gasolina

Presidente dos Estados Unidos disse para norte-americanos se prepararem e lidarem com a alta nos valores do combustível

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã desafia os EUA, controlando o Estreito de Ormuz e impondo bloqueios, enquanto Trump alerta para preços altos de combustível.
  • As negociações de paz estão paralisadas, e o Irã ainda não decidiu retomar o diálogo com os EUA.
  • Os preços da gasolina nos EUA estão em alta, e Trump pede que os americanos aceitem isso como parte do esforço para impedir o Irã de obter armas nucleares.
  • Incidentes de ataques a navios no Estreito de Ormuz aumentam as tensões na região, complicando ainda mais o cenário político e econômico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pessoas passam por um outdoor contra os EUA em um prédio em Teerã, Irã 13 de agosto de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS Majid Asgaripour/WANA via Reuters – 13.08.2026

O Irã pediu aos Estados Unidos que aceitassem a derrota, enquanto o presidente Donald Trump classificou o país como “muito maligno” e disse aos norte-americanos que se preparassem para a continuidade dos altos preços dos combustíveis devido à guerra.

O avanço das negociações de paz e o tráfego de petroleiros pelo estratégico Estreito de Ormuz continuavam paralisados, sem sinais de que as partes em conflito estivessem se movendo para encerrar a guerra iniciada pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro.


“Este estreito será aberto e fechado apenas sob o comando do Irã e, enquanto vocês não aceitarem a realidade da derrota e não deixarem de alimentar fantasias, o Irã continuará a impor o bloqueio”, escreveu o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, na rede X, na manhã deste sábado (15).

Alta de 29% em um ano

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o Irã ainda não decidiu retomar as negociações com os Estados Unidos.


Em entrevista publicada neste sábado (15) pelo veículo iraniano Shahrara News, Araqchi disse que Washington precisa atender a determinadas condições relacionadas ao estreito para que a navegação seja retomada nessa rota marítima, responsável por um quinto do petróleo mundial antes da guerra.

Trump pediu aos norte-americanos que aceitassem preços um pouco mais altos da gasolina enquanto o conflito com o Irã continuar.


Em um comício político na sexta-feira, em Garden City, Nova York, o presidente afirmou que pagar “um pouquinho a mais pela gasolina” vale a pena para garantir que “um país muito maligno” não obtenha uma arma nuclear — uma das justificativas apresentadas por Trump para a guerra no Oriente Médio.

Em uma tendência que tem alimentado a inflação e frustrado os eleitores, o preço médio do galão de gasolina nos EUA era de US$ 4,08 na sexta-feira (14) — uma alta de 29% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Americana do Automóvel.


Republicano, Trump fez a campanha pela reeleição prometendo reduzir os custos de energia, e os democratas buscaram transformar os impactos da guerra em um tema central nas eleições legislativas de novembro último.

Na sexta-feira (14), os contratos futuros do petróleo bruto subiram US$ 1 por barril. “O Estreito de Ormuz não pode ser tomado por um tuíte ou por um porta-aviões, nem por uma ordem ou por um discurso eleitoral”, disse Gharibabadi.

Apesar do tom desafiador do Irã, havia sinais de que o país no Oriente Médio também sofre consequências econômicas. O presidente Masoud Pezeshkian, em declarações transmitidas pela televisão estatal, atribuiu a alta inflação ao bloqueio dos portos iranianos pelos EUA e às sanções sobre as exportações de petróleo.

Petróleo bruto sem passar pela rota

Trump e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, prometeram causar ainda mais danos financeiros ao Irã. Em entrevista ao programa Rob Schmitt Tonight, da Newsmax, na quinta-feira (13), o integrante do governo afirmou que novas medidas contra Teerã seriam anunciadas na semana seguinte.

Teerã chama as ações de controle do tráfego marítimo no estreito de “bloqueio”, mesmo termo usado por Washington para descrever a ameaça contra embarcações iranianas que deixam os portos do país.

“O que temos feito é um grande serviço para o mundo, não apenas para nós mesmos. E temos realizado um excelente trabalho”, declarou Trump, antes de acrescentar que uma missão de 260 dias de um porta-aviões norte-americano em apoio ao esforço de guerra foi “nem de perto longa o suficiente”.

Apenas duas embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz na sexta-feira (14), e sem qualquer carregamento visível de petróleo bruto, segundo análise da empresa de rastreamento marítimo Kpler.

Alguns navios podem cruzar a região sem serem detectados, com transponders desligados, mas os números estão muito longe das mais de 130 embarcações que atravessavam o estreito diariamente antes da guerra.

Navios que se arriscam a navegar pelo estreito sem autorização iraniana correm o risco de sofrer ataques com mísseis ou drones.

A Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos, informou que duas embarcações dela foram atacadas enquanto transitavam pelo estreito, na noite de quinta-feira (13). A agência estatal emiradense WAM também noticiou que outro navio foi alvo de um ataque, na noite seguinte.

Além disso, um navio graneleiro foi atingido no casco por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz na sexta-feira (15), informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. Ainda segundo a entidade, a tripulação está segura, mas não houve divulgação da avaliação sobre danos ou impacto ambiental.

Um acordo preliminar firmado em junho para encerrar a guerra está em frangalhos. “Não tivemos um cessar-fogo inicialmente que agora desejássemos estender”, disse Araqchi. “Tivemos ‘o fim da guerra’. E agora existe uma nova situação.”

Ataques dos houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, renovaram os temores de uma ampliação do conflito regional. O governo internacionalmente reconhecido do Iêmen afirmou que o grupo disparou seis mísseis balísticos contra o porto de Mocha, no Mar Vermelho, na sexta-feira (14), matando quatro civis.

A agência Saba, controlada pelos houthis, mencionou uma fonte militar segundo a qual o grupo atacou uma instalação da Aramco na cidade saudita de Najran, com uso de um drone.

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