USS George Washington: como é o porta-aviões enviado pelos EUA ao Oriente Médio
Embarcação vai substituir o USS Abraham Lincoln em meio às tensões entre americanos e iranianos na região
Internacional|Do R7
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O USS George Washington, porta-aviões nuclear da Marinha dos Estados Unidos, será enviado ao Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, que está há mais de 250 dias em missão. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal e pela emissora americana CNN.
Pertencente à classe Nimitz, o navio tem quase 335 metros de comprimento, pesa mais de 100 mil toneladas e é capaz de transportar cerca de 90 aeronaves e mais de 5 mil militares.
De acordo com a Marinha dos EUA, o USS George Washington deixou o porto de Da Nang, no Vietnã, na última semana e foi avistado navegando pelo Estreito de Singapura acompanhado por um cruzador e um destróier.
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A substituição ocorre em meio à continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã. O Lincoln foi deslocado para o Oriente Médio para apoiar as operações americanas na guerra contra o país persa e permanece na região enquanto Washington mantém medidas de pressão sobre Teerã, incluindo um bloqueio aos portos iranianos no estreito de Ormuz. Ainda não há previsão para o encerramento definitivo do conflito.
Como é o USS George Washington
O USS George Washington é o sexto dos dez porta-aviões da classe Nimitz e foi comissionado em 1992. O navio recebeu o nome do primeiro presidente americano e é uma das principais plataformas militares da Marinha americana para projeção de força.
A embarcação é movida por dois reatores nucleares, que alimentam quatro turbinas a vapor ligadas a quatro eixos de hélices. O sistema permite atingir aproximadamente 56 km/h e dá ao porta-aviões autonomia para permanecer longos períodos em operação.
Sua estrutura funciona como uma grande base aérea no mar. O navio pode operar cerca de 90 aeronaves, entre elas caças F-35 e F/A-18, jatos de guerra eletrônica EA-18G, aeronaves E-2D de alerta aéreo antecipado e comando e controle, além de helicópteros e aeronaves utilizadas para transporte e logística.
Para colocar os aviões no ar, o convés conta com quatro catapultas a vapor. Os equipamentos conseguem acelerar uma aeronave de zero a aproximadamente 290 km/h em três segundos. O porta-aviões também produz a própria água doce: quatro unidades de destilação são capazes de transformar água do mar em cerca de 1,5 milhão de litros de água potável por dia.
Por que a troca está sendo feita agora?
A chegada do George Washington também ocorre após uma série de relatos sobre as condições enfrentadas pela tripulação do Abraham Lincoln. Segundo reportagens publicadas pelo Navy Times e o Stars and Stripes, marinheiros e seus familiares relataram cansaço, longas jornadas de trabalho, falta de folgas e dificuldades relacionadas ao abastecimento, à água e à entrega de correspondências.
A preocupação aumentou após relatos de tentativas de suicídio. De acordo com a CNN, um marinheiro caiu no mar no mês passado, mas foi resgatado e passou por avaliação médica.
As circunstâncias da queda não estão claras. Mesmo assim, a situação provocou questionamentos de familiares e parlamentares democratas, que pediram mais informações ao Pentágono. A Marinha, porém, afirmou que não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo e se recusou a divulgar dados específicos, citando questões de privacidade e segurança operacional.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, contestou as denúncias durante uma visita ao Panamá na quinta-feira (13). Segundo publicado pela CNN, ele classificou os relatos sobre as condições do porta-aviões como “deturpados” e afirmou que deseja trazer os tripulantes do Lincoln de volta para casa e realizar a rotação das equipes o mais rapidamente possível.
Já o vice-almirante Joseph Cahill, comandante das Forças Navais de Superfície, reconheceu, em trecho citado pelo MS NOW, o impacto da longa missão sobre os militares e seus familiares. Durante uma reunião com parentes dos tripulantes, ele afirmou que a Marinha está ciente dos efeitos do período prolongado de permanência no mar sobre o bem-estar da equipe e sobre a capacidade de manter a saúde das forças a longo prazo.
A Marinha, por sua vez, aponta que a guerra contra o Irã afetou as rotas logísticas tradicionais no Oriente Médio, provocando escassez de alguns suprimentos e interrupções na entrega de correspondências. Segundo a corporação, a prioridade foi garantir primeiro alimentos, depois itens de higiene e, por fim, correspondências.
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