Logo R7.com
RecordPlus

Noite de tensão em Potosí por causa de blecaute e ameaça de camponeses

Internacional|Do R7

  • Google News

La Paz, 25 jul (EFE).- A cidade de Potosí, na Bolívia, teve uma noite de tensão por causa de um blecaute de luz e o temor de um possível cerco de camponeses leais ao presidente Evo Morales, que querem forçar o fim da greve na província, que completa neste sábado 20 dias, que reivindica projetos de desenvolvimento regional. O presidente do Comitê Cívico Potosinista (Comcipo), Johnny Llally, disse hoje em La Paz que a capital potosina sofreu um blecaute perto da meia-noite que, acusou, foi produto de "um atentado" contra um poste da rede elétrica. O blecaute deixou parte da cidade de Potosí as escuras, o que provocou uma mobilização de milhares de pessoas diante dos insistentes rumores de que estaria começando um cerco à cidade, ameaça feitas esta semana pelos sindicatos camponeses fiéis a Morales. "O povo se levantou, foi para os bares nas ruas e às guaritas. No terminal (de ônibus) havia mais de 14 mil pessoas", declarou Llally. "Homens e mulheres, crianças e idosos estavam nas ruas com paus para defender, para resguardar os piquetes de bloqueio, os piquetes de greve de fome", acrescentou o dirigente. Llally fez essas declarações em La Paz em frente ao Ministério de Governo, onde entrou minutos depois junto com vários dirigentes do protesto para se reunir com o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana. Os dirigentes de Potosí solicitaram novamente o início do diálogo, mas mantiveram a exigência que o presidente do país, Evo Morales, assine um documento que garanta que todos os convênios alcançados com os ministros serão cumpridos. Quintana informou à imprensa após a reunião que chegaram a um acordo, que consiste em trabalhar a partir desta tarde de forma ininterrupta para que todos os participantes da negociação poderem ser ouvidos sem exclusões. Llally pediu formalmente que os três mineradores e um jornalista que foram detidos na quarta-feira sejam liberados. Eles foram acusados de ter participado do atos de vandalismo e de agressões à polícia durante um violento protesto em La Paz na quarta-feira. Por ordem de uma juíza de La Paz, dois desses mineradores e o jornalista estão em uma prisão e outro trabalhador das minas está sob custódia policial em um hospital por causa das lesões sofridas. EFE ja/cd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.