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Novo confronto  contra Trípoli deixa mais de 40 mortos na Líbia

Ofensiva de Khalifa Hafter contra governo local apoiado pela ONU também feriu 31 pessoas na capital da Líbia. Confrontos começaram em abril

Internacional|da EFE

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Região está em crise depois que Khalifa Haftar atacou governo apoiado pela ONU
Região está em crise depois que Khalifa Haftar atacou governo apoiado pela ONU

Mais de 40 pessoas morreram e 31 ficaram feridas neste sábado em confrontos no sul de Trípoli, no oeste da Líbia, em um novo capítulo da ofensiva lançada pelo general Khalifa Hafter, o homem forte do país, para conquistar a capital.

Os enfrentamentos começaram na noite de ontem nos arredores do acesso principal ao antigo aeroporto internacional de Trípoli, local que tanto as forças de Hafter como as milícias leais ao governo reconhecido pela ONU na Líbia querem conquistar.


Os milicianos conseguiram avançar rumo ao sul de Trípoli, recapturando várias áreas que estavam sob controle de Hafter na cidade de Kasr Ben Gashir, mas não conseguiram conter a entrada das tropas do general na região de Al Nakliya.

Um porta-voz das tropas leais ao governo apoiado pela ONU ainda revelou que aviões do grupo realizaram seis bombardeios nos arredores do aeroporto, neutralizando vários veículos blindados.


O sul de Trípoli é palco de combates diários desde o início de abril, quando Hafter, tutor do governo estabelecido na cidade de Tobruk, decidiu impor um cerco à capital para expulsar do país as autoridades apoiadas pela ONU desde 2016.

Desde então, os embates provocaram mais de 500 mortes, deixaram 3 mil feridos e obrigaram 30 mil pessoas a deixar Trípoli, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.


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Os combates também afetam os milhares de migrantes que estão confinados em centros de detenção em Trípoli. O governo apoiado pela ONU tenta levá-los para locais mais seguros ao norte da cidade.

A batalha pelo controle da capital, caso seja vencida por Hafter, dará ao general praticamente o controle absoluto do país. As tropas aliadas ao homem forte da Líbia já dominam 70% do território nacional e toda a rede de produção de petróleo.

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