Novo dia de protestos no Cairo reúne milhares de pessoas
Internacional|Do R7
Cairo, 2 jul (EFE).- Milhares de manifestantes reunidos em diferentes pontos do Cairo, no Egito, preparam desde o início da manhã desta terça-feira uma nova jornada de protestos no país, após grupos islamitas terem convocados os seguidores do presidente Mohammed Mursi para as ruas. Os principais aliados de Mursi e a Irmandade Muçulmana pediram durante a noite de ontem que os egípcios se manifestem para "defender a legitimidade" do presidente diante do prazo de 48 horas que o Exército deu ontem às forças políticas para se chegar a um acordo que "atenda as reivindicações do povo". Os grupos islamitas deverão se concentrar na praça da mesquita Rabea al Adauiya e na Universidade do Cairo. Já na emblemática praça Tahrir, centenas de pessoas que pernoitaram em tendas de campanha começaram a criar pequenas passeatas no local e cantar palavras de ordem contra Mursi e a Irmandade Muçulmana. Os comitês populares encarregados pela segurança na praça mantêm os acessos de veículos para a Tahrir fechados em função da previsão da grande manifestação convocada pelo movimento oposicionista Tamarrud (Rebelião). O mesmo ambiente de expectativa e tranquilidade é encontrado nos arredores do palácio presidencial de Itihadiya, onde também deverá ocorrer maciças manifestações. Nas últimas horas aumentou o número de tendas de campanha instaladas nas ruas próximas ao local, várias das quais já foram fechadas pelos comitês populares. Fontes do Ministério do Interior informaram hoje à agência oficial de notícias "Mena" que nas últimas 48 horas as forças de segurança apreenderam 208 armas de fogo, cinco granadas e 37 coquetéis molotov. Além disso, um número indeterminado de pessoas foram presas. A presidência disse nesta madrugada que o ultimato dado pelo Exército "pode causar confusão" e deixou claro que Mursi não foi consultado em sua elaboração. EFE er-mf/dk











