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Novo presidente da Ucrânia anuncia plano de paz, mas rejeita diálogo com rebeldes pró-russos

Petro Poroshenko disse que vai viajar em breve ao leste do país com a bandeira da paz

Internacional|Do R7

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Novo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, assume hoje
Novo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, assume hoje

O novo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, que assumiu o cargo neste sábado (7) no parlamento, anunciou que apresentará um plano de paz para o conflito no leste pró-russo, mas rejeitou o diálogo com os insurgentes.

— Quero a paz e alcançarei a unidade da Ucrânia. Por isso começo minha gestão com uma proposta de plano de paz.

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Embora ainda não sejam conhecidos os detalhes do plano, Poroshenko adiantou que viajará em breve ao leste do país "com a paz" como bandeira.

— Com um projeto de descentralização do poder, com a garantia do uso da língua russa em suas regiões. Com a firme intenção de não dividir os ucranianos em bons e maus. Com respeito às particularidades das regiões. Isso sim, hoje necessitamos de um parceiro legítimo para o diálogo.

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Ele ainda antecipou que convocará eleições municipais nas regiões rebeldes do leste russófono.

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— Não vamos falar com os bandidos.

A declaração foi em alusão aos dirigentes das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, que proclamaram no dia 12 de maio sua independência após referendos separatistas.

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A esse respeito, anunciou uma ampla anistia para aqueles milicianos que não tenham cometido delitos de sangue contra as forças governamentais e a população civil, e aqueles que não tenham financiado as atividades dos terroristas. Poroshenko disse que convocará eleições parlamentares antecipadas, mas insistiu que o único idioma estatal é o ucraniano e descartou a federalização do país, como pedem os insurgentes e o Kremlin.

— Os sonhos de federalização não têm fundamento na Ucrânia. Os conselhos locais receberão novas faculdades, mas a Ucrânia foi e será um Estado unitário.

Quanto às tensas relações com o Kremlin, o novo chefe de Estado ressaltou que "os cidadãos da Ucrânia não viverão em paz e segurança até que normalizemos as relações com a Federação Russa". Ao mesmo tempo, denunciou que a "Rússia ocupou a Crimeia", em alusão à anexação da península por Moscou promulgada no dia 21 de março pelo presidente russo, Vladimir Putin.

— A Rússia ocupou a Crimeia, que foi, é e será ucraniana. E isto disse ontem aos dirigentes russos na Normandia nos festejos pelo 70º aniversário: A Crimeia é e será ucraniana. Ponto final.

O novo presidente assegurou que Kiev deve assinar em breve um Acordo de Associação com a União Europeia (UE), cujo rejeição foi o estopim dos protestos que desembocaram em fevereiro na derrocada do presidente Viktor Yanukovich. Poroshenko ressaltou que esse acordo será o primeiro passo para o futuro ingresso da Ucrânia na UE durante um discurso de posse em presença do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

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