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Novo presidente pede unidade no Quênia após ter vitória validada pela Justiça

Internacional|Do R7

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Nairóbi, 30 mar (EFE).- O presidente eleito do Quênia, Uhuru Kenyatta, pediu unidade ao país depois que a Justiça validou neste sábado sua vitória nas eleições presidenciais do dia 4 de março. A Corte Suprema do Quênia rejeitou hoje a impugnação dos resultados eleitorais por parte do candidato perdedor, o primeiro-ministro Raila Odinga, que denuncia irregularidades no processo. "Agradeço pessoalmente a meu irmão Raila Odinga por nos desejar sorte", disse Kenyatta em discurso a seus compatriotas. Logo após conhecer a decisão da Justiça, Odinga anunciou que acata a decisão e reconheceu a legitimidade de Kenyatta como presidente eleito do Quênia. "Quero garantir a todos os quenianos, inclusive os que não me votaram e que impugnaram a validade da minha eleição, que meu governo trabalhará com eles e servirá a todos sem nenhuma discriminação", declarou Kenyatta. Kenyatta se impôs nas eleições do dia 4 de março com 50,7% dos votos sobre Odinga, que obteve 43,3%. Tanto a Casa Branca como os presidentes da União Europeia, José Manuel Durão Barroso, e da França, François Hollande, além do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, felicitaram Kenyatta pela confirmação de seu triunfo, segundo a imprensa local. Após as votações, as potências ocidentais evitaram reconhecer explicitamente a vitória de Kenyatta, acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de lesa-humanidade. O TPI acusa Kenyatta de instigar ações violentas após o pleito realizado no final de 2007 e princípio de 2008, durante distúrbios que causaram a morte de 1,3 mil pessoas. Odinga, que perdeu aquelas eleições por um punhado de votos perante o atual presidente em fim de mandato, Mwai Kibaki, rejeitou também então a legitimidade dos resultados. Os seguidores de Odinga, muitos da tribo lúo, suscitaram uma onda de violência replicada pelos simpatizantes de Kibaki, da tribo quicuio como, Uhuru Kenyatta. A aceitação por parte de Odinga da decisão da Justiça dissipa os medos de muitos observadores de uma nova explosão de violência entre simpatizantes dos dois candidatos. EFE nbi-mg/rsd

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