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Iraque não tem controle sobre grupos que atacam a mando do Irã, analisa especialista

Proxies de Teerã no Iraque atacaram alvos petrolíferos sauditas; preço do petróleo voltou a subir

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O preço do petróleo aumentou após ataques do Irã a bases norte-americanas no Oriente Médio, com mísseis interceptados pelo exército dos EUA.
  • Forças norte-americanas e sauditas retaliaram bombardeando instalações de aliados do Irã no Iraque, após ataques a alvos petrolíferos sauditas.
  • A presidência iraquiana condenou a retaliação, considerando-a uma violação da soberania, com 20 ex-paramilitares mortos no conflito.
  • Especialista Ricardo Cabral aponta que grupos apoiados pelo Irã no Iraque, sem controle do governo iraquiano, são responsáveis pelos ataques, visando desviar a atenção saudita dos houthis.

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O preço do petróleo voltou a subir após o Irã lançar novos ataques contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. De acordo com o exército dos Estados Unidos, todos os mísseis foram interceptados.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que disparou vários mísseis balísticos contra uma base aérea dos Estados Unidos e um centro de comando central das forças armadas norte-americanas na Jordânia.


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Paralelamente, em outra ofensiva, forças norte-americanas e sauditas bombardearam instalações militares de aliados do Irã no Iraque. Washington e Riade, capital da Arábia Saudita, afirmaram tratar-se de uma retaliação aos ataques com drones contra os alvos petrolíferos sauditas, lançados do território iraquiano.

A presidência iraquiana condenou as ações e afirmou que considerou o ataque inaceitável e uma violação flagrante da soberania do país. Além disso, forças de mobilização popular informaram que 20 ex-paramilitares morreram.


Segundo Ricardo Cabral, especialista em estratégia e segurança internacional, o envolvimento iraquiano no conflito se dá pelo que se convencionou chamar de proxies, ou seja, grupos apoiados pelo Irã. No caso, esses grupos que atacaram alvos sauditas estão localizados no Iraque, mas não têm relação com as forças oficiais do país.

“O aumento [do preço do petróleo] ele só tende a piorar porque o primeiro-ministro [do Iraque] Al-Zaidi deu um prazo até setembro para que esses grupos se incorporem ao exército iraquiano ou serão combatidos. O problema é que eles não cumprem as ordens de Bagdá, mas sim dos seus patrocinadores, que é o regime de Teerã. Então, o Iraque tem muito pouco controle sobre eles”, argumentou Cabral, em entrevista ao Conexão Record News.


Além disso, Cabral enfatizou que as recentes provocações e ataques contra a Arábia Saudita, na verdade, têm como finalidade dividir as atenções dos sauditas em relação ao grupo houthis.

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