Iraque está à beira da guerra civil e ‘a tendência é ficar pior’, diz especialista
Governo iraquiano nega ter aprovado ofensiva citada por Washington e enfrenta pressão dos EUA para conter milícias alinhadas ao Irã
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Iraque negou ter autorizado os recentes ataques dos Estados Unidos e da Arábia Saudita no território iraquiano. Washington havia informado que a ofensiva lançada na quarta-feira (29) foi coordenada com Bagdá. No entanto, o porta-voz do governo afirmou que não tinha conhecimento das ações e não aprovou nenhum ataque contra locais ou grupos específicos no Iraque.
Os ataques mataram 20 milicianos de uma aliança que reúne grupos pró-Irã. Os Estados Unidos exercem crescente pressão sobre Bagdá para desarmar esses grupos, que participam do conflito realizando ataques contra instalações americanas na região.
Em entrevista ao programa Conexão Record News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral avaliou que a situação interna do Iraque é delicada e classificou o país como um Estado que está “à beira da guerra civil”. Segundo ele, o governo precisa ter um nível mínimo de autonomia para evitar que a instabilidade política e militar se aprofunde ainda mais.
Cabral afirmou que grupos alinhados ao Irã exercem forte influência dentro do exército iraquiano e que as decisões de Bagdá nem sempre refletem o controle efetivo sobre essas organizações. “Os americanos e israelenses sabem que o Iraque não manda nesse pessoal. Quem manda é Teerã”, disse.
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