Obama aconselha Cameron a resolver relação com a UE
Internacional|Do R7
Por Andrew Osborn
WASHINGTON, 13 Mai (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, interveio nesta segunda-feira no emotivo debate da Grã-Bretanha sobre seu envolvimento com a União Europeia, recomendando ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, que "conserte" sua relação com o bloco antes de pensar em um desligamento.
Em entrevista coletiva conjunta na Casa Branca, Obama agradou aos assessores de Cameron por dar apoio à sua estratégia para a UE, num momento em que o líder britânico enfrenta uma rebelião de parte do seu Partido Conservador por causa da questão, que coloca em risco sua esperança de reeleição em 2015.
Na sua declaração mais forte sobre o tema até agora, Obama disse concordar com a avaliação de Cameron de que a UE tem falhas, mas que convém tentar reformar o bloco de 27 países antes de convocar os britânicos para um plebiscito sobre a permanência.
"Vou dizer o seguinte, que o ponto básico do David, de que provavelmente a gente quer ver se consegue consertar o que está quebrado em uma relação muito importante antes de romper com ela, faz algum sentido para mim", disse Obama.
"Eu, pelo menos, estaria interessado em ver se essas (reformas) são bem sucedidas ou não antes de apresentar um julgamento final."
A incursão de Obama em uma polêmica tão britânica é uma vitória para Cameron em um momento em que sua liderança está sob crescente pressão de uma ala poderosa do seu partido, junto com a ascensão de um partido populista anti-UE, chamado Ukip.
A perspectiva de que a Grã-Bretanha se retire do projeto de integração europeia, 40 anos depois de aderir a ele, preocupa muitos líderes empresariais, temerosos de que um afastamento britânico do seu principal sócio comercial afetará ainda mais a já frágil economia do país.
Alguns parlamentares do Partido Conservador, de Cameron, ameaçam votar a favor de uma moção de censura ao seu governo por não ter implementado uma legislação que prepare a Grã-Bretanha para um referendo.
Mas a margem de manobra dele é limitada, porque o Partido Liberal Democrático, sócio dos conservadores na coalizão de governo, é contra o referendo que pode retirar a Grã-Bretanha da UE.
(Reportagem adicional de Costas Pitas e Peter Griffiths, em Londres)












