Obama aponta para ação "limitada" e sem soldados em campo na Síria
Internacional|Do R7
Washington, 30 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que está avaliando uma ação militar "limitada" na Síria que não representaria um "compromisso" bélico de longo prazo nem o envio de tropas, mas esclareceu que está estudando "uma ampla gama" de opções com seus assessores. "Não estamos considerando um compromisso (militar) indefinido. Não estamos considerando o envio de tropas", afirmou Obama antes de receber na Casa Branca os líderes de Estônia, Letônia e Lituânia. Obama deixou claro que o ataque com armas químicas do último dia 21 de agosto na periferia de Damasco e atribuído pelos EUA ao regime sírio não ficará sem resposta, já que, segundo sua opinião, representa um "desafio para o mundo". "Não podemos aceitar um mundo no qual mulheres, crianças e civis inocentes são vítimas de ataques com gás", ressaltou. Os tipos de ataques como o de 21 de agosto são uma "ameaça" para a segurança nacional dos EUA e também para países aliados como Israel, Turquia e Jordânia, segundo Obama. "O mundo tem a obrigação de assegurar-se que respeitamos as normas contra o uso de armas químicas", ressaltou o presidente. Obama acrescentou que as Forças Armadas e sua equipe de assessores de segurança estão estudando uma "ampla gama" de opções e que continuam as consultas tanto com o Congresso como com os aliados internacionais dos EUA. O líder afirmou também que teria preferido uma ação "multilateral" na Síria, em alusão à rejeição do Parlamento britânico à participação do Reino Unido em uma intervenção militar, e ao bloqueio ocorrido na ONU. "Não queremos que o mundo se paralise. Muitos pensam que algo deveria ser feito, mas ninguém quer fazê-lo", refletiu. Obama falou após a divulgação de um relatório da inteligência americana que estabelece que 1.429 pessoas, entre elas pelo menos 426 crianças, morreram no ataque com armas químicas de 21 de agosto na periferia de Damasco e que atribui essa ação ao regime sírio. De acordo com Obama, um relatório secreto com mais detalhes sobre esse ataque será partilhado hoje com membros do Congresso e com os principais parceiros internacionais dos EUA. Em paralelo à divulgação desse relatório, o secretário de Estado de EUA, John Kerry, compareceu perante a imprensa e disse que as provas que seu país dispõe sobre a responsabilidade do regime sírio nesse ataque são "claras e convincentes". Os inspetores das Nações Unidas que averiguam o uso de armas químicas na Síria "não podem nos dizer nada que já não saibamos", enfatizou Kerry. EFE mb/rsd












