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Obama cancela viagem à Califórnia para pressionar aprovação de ataque à Síria

Internacional|Do R7

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Washington, 5 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou uma viagem à Califórnia que estava prevista para a próxima segunda-feira para poder acompanhar de perto o debate no Congresso sobre a resolução que autoriza o ataque militar contra a Síria, informou nesta quinta-feira o Governo Federal. A Casa Branca afirmou que o líder americano permanecerá em Washington para manter contato com o Congresso enquanto a resolução sobre um ataque militar limitado contra a Síria é discutida e votada. Essa resolução, aprovada na última quarta-feira pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado, deve ser votada no plenário da Câmara Alta e também na Câmara dos Representantes, em um momento em que a possível intervenção militar dos Estados Unidos na Síria criou divergências entre democratas e republicanos. Segundo fontes legislativas consultadas pela Agência Efe, a primeira votação de procedimento no Senado pode acontecer na próxima quarta-feira. A Câmara dos Representantes, por sua vez, esperará que a resolução saia do Senado, disseram as fontes. Obama ia participar de uma convenção de quatro dias da federação sindical AFL-CIO em Los Angeles (Califórnia), que terá início na próxima segunda-feira, com um discurso sobre seu plano para a criação de empregos bem remunerados e o aumento das proteções trabalhistas. A criação de postos de trabalho e o fortalecimento da classe média estão entre as maiores prioridades de Obama em seu segundo mandato. A AFL-CIO, que representa cerca de 12 milhões de trabalhadores, é peça-chave da base do Partido Democrata e foi importante para a reeleição de Obama em 2012. No entanto, o presidente mantém uma frágil relação com a organização sindical, que exige dele medidas para fortalecer a classe trabalhadora. Obama voltará no sábado de São Petesburgo (Rússia), onde participa da cúpula do G20. O líder americano tenta obter apoio internacional para um ataque militar contra a Síria como punição pelo uso de armas químicas contra a população no último dia 21 de agosto. A Casa Branca não confirmou se, como se especula em Washington, Obama oferecerá um discurso perante a Nação para persuadir o Congresso, fortemente dividido sobre o tema, a aprovar a intervenção militar contra a Síria. EFE mp/apc/rsd

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