Logo R7.com
RecordPlus
‌

Bactérias resistentes a remédios deixam crianças mais vulneráveis ​​a infecções comuns, diz estudo

Doenças que antes eram tratadas com antibióticos leves agora exigem medicamentos potentes e menos comuns

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela aumento da resistência de bactérias a antibióticos em crianças, dificultando o tratamento de infecções comuns.
  • A pesquisa analisou 106.581 amostras de infecções em crianças de até 18 anos em 82 países, destacando a ineficácia de antibióticos para doenças como pneumonia e sepse.
  • Infecções que antes eram tratadas com medicamentos leves agora exigem antibióticos potentes, muitas vezes administrados por via intravenosa.
  • Projeções indicam que a resistência a antibióticos de última linha pode aumentar até 2035, afetando gravemente a saúde infantil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisa analisou 106.581 amostras de infecções em 82 países Pexels

A resistência de bactérias aos antibióticos está dificultando o tratamento de infecções comuns em crianças, segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association. A pesquisa identificou um aumento da resistência antimicrobiana em diferentes regiões analisadas entre 2004 e 2022.

O estudo gera um alerta de que o problema deve continuar crescendo nos próximos anos, principalmente entre bebês, pacientes em UTIs e países com menos recursos.

‌

Veja Também

Pesquisadores analisaram 106.581 amostras de infecções de crianças e adolescentes de até 18 anos, coletadas em 82 países. Os resultados mostram que bactérias estão comprometendo a eficácia de antibióticos usados para tratar pneumonia, sepse e até infecções urinárias.

“Estamos encontrando resistência a antibióticos não apenas em doenças graves, mas também em infecções mais simples e não complicadas, como infecções do trato urinário em crianças”, disse Penelope Bryant, uma das autoras do artigo, ao jornal The Guardian.

‌

Se antes essas infecções podiam ser resolvidas com medicamentos considerados mais leves, agora passaram a exigir antibióticos potentes e menos comuns. Em muitos casos, o tratamento precisa ser administrado por via intravenosa.

As projeções dos especialistas indicam que esse cenário deve continuar piorando. Até 2035, a resistência aos carbapenêmicos, antibióticos considerados de última linha, pode atingir 82% nos casos envolvendo Acinetobacter baumannii e 35% nas infecções causadas por Klebsiella.

‌

As crianças estão entre os grupos mais vulneráveis porque apresentam maior frequência de infecções bacterianas e têm menos opções de antibióticos do que os adultos. Além disso, autores destacam que as pesquisas sobre efeitos de remédios em pacientes pediátricos ainda são limitadas, o que dificulta o desenvolvimento de tratamentos.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.