Obama confirma assassinato de voluntário americano Peter Kassig pelo EI
Internacional|Do R7
Washington, 16 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou neste domingo a morte do voluntário americano Peter Kassig, decapitado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). "Hoje oferecemos nossas orações e condolências aos país e familiares de Abdul Rahman Kassig, também conhecido como Peter. Não podemos imaginar sua angústia nesse momento doloroso", indicou em comunicado. O líder está retornando da Austrália, onde concluiu neste domingo o G20, e disse que as ações do EI "não representam a fé, e menos ainda a fé muçulmana que Abdul-Rahman adotou como própria". O Estado Islâmico assegurou ter executado o voluntário Peter Kassig, de 26 anos, em um vídeo divulgado neste domingo na internet no qual também mostra a decapitação de um grupo de soldados sírios. Obama se referiu à morte do jovem voluntário como "um ato de pura maldade por um grupo terrorista que o mundo associa com atos desumanos" e lembrou dos jornalistas americanos Jim Foley e Steven Sotloff, também decapitados pelo EI. "Enquanto o EI se deleita massacrando inocentes, incluindo muçulmanos, e só semeia a morte e a destruição, Abdul-Rahman era um voluntário que trabalhava para salvar a vida dos sírios", afetados pelo conflito que o país vive há mais de três anos. O líder acusou o EI de estar se "aproveitando" da "tragédia" vivida na Síria para "promover seus próprios fins egoístas", enquanto pessoas como Kassig, "comovido pelo sofrimento dos civis sírios, viajou ao Líbano para trabalhar em um hospital tratando dos refugiados". Obama ressaltou a "bondade" e a "perseverança" de Kassig, fundador da organização "Special Emergency Responde and Assistance", que será "a luz que prevalecerá sobre as trevas do EI". O voluntário foi sequestrado em 2013 na província oriental de Deir ez Zor, ao nordeste da Síria, quando tentava realizar uma entrega de ajuda humanitária. Em 3 de outubro, o EI publicou um vídeo no qual mostrava a decapitação do britânico Alan Henning e ameaçava Kassig se não cessavam os bombardeios da coalizão internacional liderada pelos EUA contra suas posições. Os jihadistas, que controlam há meses partes da Síria e Iraque, assassinaram de forma similar os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff e os voluntários britânicos David Haines e Alan Henning, enquanto mantêm em cativeiro o jornalista britânico John Cantlie. EFE elv/ff










