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Obama diz que proposta da Rússia sobre Síria é "potencialmente positiva"

Internacional|Do R7

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WASHINGTON, 9 Set (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, buscando aumentar o apoio a uma intervenção militar na Síria, disse nesta segunda-feira que a oferta da Rússia de trabalhar com Damasco para colocar o arsenal químico sírio sob controle internacional é potencialmente positiva, mas deve ser tratada com ceticismo.

"Acho que inicialmente você tem que considerá-la com ceticismo", disse ele em entrevista ao programa "NBC Nightly News". "Isso representa um desdobramento potencialmente positivo", afirmou, acrescentando que o secretário de Estado, John Kerry, vai explorar com a Rússia quão séria é esta oferta.


Obama falou em uma das seis entrevistas que deu nesta segunda-feira para defender que o Congresso lhe dê autorização para tomar ações contra a Síria em resposta a um suposto ataque químico no dia 21 de agosto que matou mais de 1.400 pessoas.

A Casa Branca está fazendo um esforço para ganhar o apoio do Congresso para um ataque militar limitado contra a Síria, realizando várias reuniões com parlamentares.


O presidente pretende falar à nação pela TV na noite de terça-feira e deve conversar com senadores de ambos os partidos no Congresso durante o dia.

Obama disse à CNN que qualquer esforço diplomático deve ser sério. "E nós não queremos apenas uma tática que trave ou adie a pressão que temos ... agora", disse ele.


"Temos que manter essa pressão, é por isso que eu ainda vou falar à nação amanhã (terça-feira) sobre por que eu acho que isso é tão importante", acrescentou.

O presidente disse que um grande avanço no controle de armas químicas da Síria não iria resolver "o terrível conflito subjacente dentro da Síria. Mas se pudermos alcançar este objetivo limitado, sem tomar uma ação militar, essa seria a minha preferência."


Obama afirmou que não decidiu se vai avançar com uma intervenção militar se o Congresso rejeitar a sua proposta.

"É justo dizer que eu ainda não decidi", disse à NBC.

Obama enfrenta uma luta árdua para conseguir a aprovação dos parlamentares e reconheceu que tem dúvidas sobre a forma como a votação vai acontecer.

"Você sabe, eu não diria que estou confiante", disse ele em entrevista à NBC.

(Reportagem de Roberta Rampton, Mark Felsenthal e Steve Holland)

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