Obama se reúne com assessores de segurança para analisar crise no Egito
Internacional|Do R7
Washington, 4 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu nesta quinta-feira com sua equipe de assessores de segurança para analisar a crise no Egito após a deposição de Mohammed Mursi e a posse de um governante interino, Adly Mansour, segundo informou a Casa Branca. Além dessa reunião, que aconteceu na sede do governo americano, os membros da equipe de segurança nacional do presidente entraram em contato com funcionários egípcios e parceiros regionais dos EUA. A Casa Branca ressaltou "a importância de um rápido e responsável retorno da autoridade a um governo civil eleito democraticamente" no Egito, e da realização de "um processo político transparente que inclua todos os partidos e grupos". Além disso, o governo dos EUA pediu que fossem evitadas as "detenções arbitrárias do presidente Mursi e de seus seguidores", e que nenhuma das partes recorresse à violência. Na quarta-feira, em comunicado, Obama evitou utilizar o termo "golpe de Estado" e expressou sua preocupação "pela decisão das Forças Armadas egípcias de destituir o presidente Mursi e suspender a Constituição". Obama pediu aos militares que derrubaram Mursi que devolvessem a autoridade "a um governo civil eleito democraticamente" o mais rápido possível e pediu a revisão da ajuda econômica fornecida por Washington a Cairo, que era de US$ 1,5 bilhão por ano. Por lei, o governo dos EUA é obrigado a suspender a ajuda a um país cujo líder tenha se originado de um golpe de Estado. "Não há ambiguidade sobre o que aconteceu no Egito na última quarta-feira: houve um golpe militar contra um governo eleito democraticamente e uma resposta equivocada aos problemas do país", afirmou nesta quinta um editorial do jornal "The Washington Post". Por isso, segundo o jornal, "não deveria haver nenhuma dúvida de que, em virtude de uma lei aprovada pelo Congresso, a ajuda dos EUA ao Egito deva ser suspensa". EFE mb/apc/ma











